Alegando falta de segurança, trabalhadores protestam nas refinarias brasileiras nesta sexta-feira após a morte de um colega, no domingo, no Rio de Janeiro. Segundo os petroleiros que se manifestam em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana, o rompimento de uma chapa, que estava corroída, provocou a queda de um técnico de operação dentro de um tanque de estocagem de óleo na refinaria Duque de Caxias.
Pelo fato de o Ministério do Trabalho também ter interditado em 2014 vários reservatórios semelhantes, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS), devido ao nível acentuado de corrosão nas escadas de acesso e nos tetos, os trabalhadores afirmam que esta foi mais uma morte anunciada pela negligência da empresa em todo o país.
O protesto deve durar duas horas nesta manhã. Para a próxima semana, também ocorrerá outro porque no dia 11 de fevereiro completará um ano da explosão no navio plataforma Cidade de São Mateus, que segundo o sindicato, matou nove trabalhadores no Espírito Santo.
“A categoria petroleira clama por mais segurança no Sistema Petrobras. A forma inconsequente como os gestores da empresa conduzem a política de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) já causou 21 mortes em um período de um ano, em ocorrências que poderiam ter sido evitadas, caso a Petrobras tivesse de fato comprometimento com a segurança operacional e a preservação de vidas humanas”, diz a nota do sindicato.
Petroleiros da Refap participam de protesto nacional por mais segurança
Trabalhador morreu em refinaria do Rio de Janeiro no último domingo