Encontrado através do Rastreador de Planetas por Velocidade Radial de Alta Precisão (HARPS, na sigla em inglês), o objeto tem cerca de 1,13 vezes a massa do nosso planeta. Ele está próximo demais da sua estrela, contudo, e não poderia sustentar vida, com temperaturas acima dos 1.000°C e superfície de lava derretida.
O corpo celeste foi localizada em Alpha Centauri B, que compõem um sistema com três estrelas (Alpha Centauri A, B e Proxima Centauri), bem diferentemente do nosso, com apenas uma. A descoberta fez parte de uma espécie de corrida entre laboratórios, nas últimas duas décadas. Pela proximidade, Alpha Centauri sempre foi alvo de sondas e telescópios, mas a ciência ainda não tinha conseguido provas de planetas ao redor de suas estrelas.
As pesquisas científicas em diversos sistemas estelares indicam que, normalmente, os planetas não orbitam suas estrelas solitários. A possibilidade abre uma janela para outros corpos rochosos, até mesmo dentro de zonas habitáveis no sistema vizinho.
De acordo com o astrofísico Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, o achado poderá incentivar novas iniciativas de pesquisa sobre Alpha Centauri. "Agora temos ímpeto renovado para mandar uma sonda com câmeras para lá e estudar as três estrelas", comentou. "Que grande oportunidade para a Nasa e a Agência Espacial Europeia trabalhar com todas as nações para chegarmos lá", definiu.
A tecnologia atual, contudo, ainda não permite superar a distância até as estrelas em menos que umas 100 gerações humanas. Uma sonda que viajasse a 150.000 km/h, por exemplo, demoraria cerca de 15 mil anos para superar os 4,3 anos luz de distância.
Assista ao vídeo do novo planeta orbitando Alpha Centauri:
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