Porto Alegre tem Dia D de Vacinação contra a Poliomielite

Porto Alegre tem Dia D de Vacinação contra a Poliomielite

Quem não conseguiu levar seus filhos neste sábado, pode procurar até o final do mês as unidades de saúde para imunizar as crianças

Gabriel Guedes

publicidade

Para reforçar a importância da imunização, ocorreu neste sábado o Dia D de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, que ofereceu uma estrutura especial de atendimento em Porto Alegre. Houve até passe livre nos ônibus da Capital para que pais pudessem levar suas crianças a uma das 68 unidades de saúde que estiveram abertas das 8h às 17h.

A diretora de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Diane Moreira do Nascimento, ressalta que todas as equipes e Unidades de Saúde foram preparadas para atender seguindo os protocolos de prevenção da Covid-19. “Todas as unidades estão seguindo todos os procedimentos de segurança, para que o cuidado seja feito para esta doença também, não apenas o coronavírus”, destaca Diane. Entretanto, quem foi nesta manhã aos postos, encontrou pouco movimento, o que garantiu tranquilidade aos pais cientes da importância da vacinação.

“Tem muita gente contra vacinas. Imagina, tem agora crianças morrendo por algo que já tem cura. É uma forma de saúde e proteção. Se existisse a do coronavírus, teria feito também”, conta a nutricionista Amanda Bernardes, 38 anos, mãe do Dimitri, de 3 anos e 7 meses de idade. Os dois moram no bairro Vila Nova e se deslocaram até a Unidade de Saúde da Tristeza para fazer a vacina.

Até mesmo quem não precisava vacinar foi até o posto de vacinação. “Importante prevenir antes que algo de mais grave aconteça. Não custa perder uns minutinhos”, recomenda a gerente de escola, Patrícia Rodrigues, 36, mãe do Artur, de 6. O garoto foi só fazer a revisão da carteira de vacinação e como estava tudo em dia, não precisou ser imunizado contra outras doenças.

Existem três tipos de vírus da poliomielite e a vacinação é a única forma de prevenção. A doença pode ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra. O contágio do vírus ocorre pela boca, com material contaminado com fezes ou contato por meio de água ou alimentos infectados pelo vírus e traz risco maior quando as condições sanitárias e de higiene são ruins. 

A doença também pode ser transmitida pela forma oral, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo. Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso. Pode deixar sequelas, como uma severa paralisia, e até matar.

Pais ou responsáveis que não conseguiram levar seus filhos neste sábado, podem procurar até o final do mês as unidades de saúde para imunizar crianças de 12 meses a menores de 5 anos com uma dose extra das gotinhas e atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.  A meta da campanha é vacinar 61.784 crianças contra a poliomielite, 95% do total de 65.036 crianças de 12 meses a menores de 5 anos na Capital.
 


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895