Porto Alegre terá programa para reduzir produção de lixo e gerar renda com reciclagem
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Porto Alegre terá programa para reduzir produção de lixo e gerar renda com reciclagem

Programa de Logística Reversa ainda está sendo elaborado, pois exige mudanças na legislação

Por
Mauren Xavier

Resíduos são responsáveis pela geração de 20% da emissão de poluentes em Porto Alegre

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Os resíduos são responsáveis pela geração de 20% da emissão de poluentes na Capital gaúcha. Para tentar amenizar os impactos e reduzir esse percentual, a prefeitura de Porto Alegre pretende lançar até o final do ano o Programa de Logística Reversa. A ideia, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Fernandes, é reduzir a produção de lixo e, ao mesmo tempo, gerar renda.

Segundo ele, se a cadeia de reciclagem funcionasse efetivamente na Capital (com o cidadão separando o lixo e o mesmo sendo recolhido e levado para as unidades de triagem) geraria uma receita em torno de R$ 107 mil por dia. Ele adiantou que o projeto está sendo formatado, uma vez que envolve uma série de ações para ser efetivado, incluindo mudanças na legislação.

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O conceito da logística reversa é gerar menos resíduos, tornar o processo mais eficiente, com menos uso de matéria-prima e gerando mais renda. Na prática, por exemplo, quem produz é responsável por receber o que sobrou do produto e dar a destinação adequada ao resíduo, como a reciclagem.

O Programa de Logística Reversa é uma das ações concretas da participação da Capital no projeto internacional Urban Leds II: Acelerando a Ação Climática por meio de Estratégias de Desenvolvimento de Baixo Carbono, que envolve 60 cidades no mundo. Porto Alegre é uma das oito brasileiras incluídas no projeto. Os projetos para a capital foram discutidos durante seminário, nesta quinta-feira, em Porto Alegre, no auditório do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

“Precisamos ter um mundo mais sustentável, porque o mundo precisa. Essa é uma questão urgente”, afirmou o secretário-executivo para América do Sul do Iclei (rede global voltada à sustentabilidade), Rodrigo Perpétuo. Para ele, a mudança global em relação às questões ambientais passam pelo envolvimento e ação dos municípios, por isso, é fundamental fortalecer essas iniciativas. O Iclei tem sido fundamental para a inserção da cidade nesse rol de ações, inclusive auxiliou na elaboração do 1º Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que identificou, entre outras coisas, o perfil da emissão de poluentes. Na Capital, 66% é produzida pelo transporte; 20% pelos resíduos e 14% pela energia. Essa ação integrou a Urban Leds I, entre 2012 e 2016. Agora a fase II é voltada ao desenvolvimento de ações para combater essas emissões.