Pragas trazem incômodos para moradores e proprietários de empresas

Pragas trazem incômodos para moradores e proprietários de empresas

Com a chegada da primavera, dias mais quentes favorecem a volta de insetos, aranhas e ratos

Correio do Povo

Controle de pragas na Primavera é certeza de que as pessoas terão seu espaço protegido no Verão

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A estação mais fria do ano termina na próxima terça-feira, dia 22 de setembro, e com a chegada da primavera, os dias vão ficando mais longos e mais quentes até que começa o verão. Como consequência disso, insetos em geral, baratas, aranhas, formigas e ratos costumam aparecer mais vezes a partir desta época. Se não forem devidamente controlados, podem trazer muitos incômodos em residências e empresas.

Segundo José Hoffmann, diretor da imunizadora que leva seu nome e que atua em praticamente todo Rio Grande do Sul, o momento é o mais adequado para contar com o trabalho preventivo e garantido por especialistas do ramo. “A pessoa já entra no verão com a certeza de que terá seu espaço protegido destas pragas", ressalta. Além disso, a pandemia do novo coronavírus promete se estender ainda pelo próximo verão, por isso também é importante contar com a sanitização como forma de descontaminar lojas, escritórios e até mesmo casas nos mínimos detalhes. 

De acordo com Hoffmann, as regiões gaúchas têm algumas peculiaridades. No Litoral Norte, por exemplo, casas de veraneio fechadas por muito tempo tendem a atrair atenção de cupins.  No interior, em particular na Serra Gaúcha, as aranhas são mais frequentes, devido as casas terem campos ou áreas de vegetação mais próximas.

Em Porto Alegre e Região Metropolitana, os técnicos da empresa já observam uma maior variedade de pragas. Insetos e roedores são comuns a todas regiões do Estado. “Com esta época de chuvas, os ratos começam a sair das tocas. As pragas começam a aparecer com mais frequência", relata.

Com o auxílio de uma equipe especializada, é possível evitar a proliferação dessas pragas sem se colocar em risco. Isso porque o trabalho envolve o manejo de produtos químicos, alguns deles perigosos se ministrados inadequadamente. “Toda empresa do ramo no Rio Grande do Sul precisa ter uma licença de operação da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). É muito importante que as pessoas fiquem atentas a isso, que comprova que a empresa contratada pode executar os serviços”, orienta Hoffmann.

O combate a insetos, como mosquitos, pernilongos, moscas e carrapatos, envolve um trabalho de pulverização. O enfrentamento ao cupim também ocorre da mesma forma, mas tem ainda injeção de uma solução em madeiras. Já a colocação de iscas em gel é para combater baratas e formigas.

“Para ratos, a gente coloca iscas sólidas em pontos estratégicos, onde estes animais irão se alimentar. Alocamos estas iscas em locais onde não terão pets ou crianças”, destaca Hoffmann. Segundo o diretor, a empresa conta com um manual, onde os clientes podem tirar suas dúvidas antes, durante e após a realização dos serviços".

“No caso da pulverização, as pessoas precisam ficar fora no dia da aplicação por pelo menos umas 12 horas, por segurança. Pedimos para que algumas pessoas que tenham problema crônico respiratório, que fiquem de 12 a 24 horas. Mas isso são instruções que constam somente para pulverização. Na colocação somente de iscas, se pode permanecer no local", detalha. Sobre o pouco cheiro que fica após a pulverização, o empresário recomenda deixar a casa arejando, com portas e janelas abertas no primeiro dia.

Mas se em uma casa, os serviços de imunização ficam ao critério da vontade do cliente, em alguns segmentos da economia, se trata de uma medida séria. A resolução 216 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, exige que indústrias de alimentos e restaurantes façam o controle de pragas com visitas frequentes, geralmente mensais.

“É o ideal que a maior parte das empresas tenham um contrato, para um controle regular de pragas. No RS ainda existe a necessidade de fazer pelo menos uma a vez ao ano o controle de pragas como cumprimento a exigências de emissão de alvarás”, lembra Hoffmann.

Sanitização é ágil e eficaz para desinfecção de ambientes contaminados pelo novo coronavírus

A empresa de José Hoffmann já vinha atuando há cerca de 10 anos com sanitização. Entretanto, com a Covid-19, a demanda pelo serviço aumentou bastante. “Enquanto outras empresas iniciaram por agora, a gente estava fazendo”, compara. O diretor diz que a empresa já vinha acompanhando as tendências desde o final do ano passado, antes mesmo da pandemia. “As máquinas são as mesmas, os produtos são os mesmos. O que mudou foi a paramentação por causa da pandemia”, observa.

A sanitização pode ser realizada de duas formas. Uma por meio de pulverização e outra com a nebulização. Isso porque alguns móveis, equipamentos eletrônicos e papéis podem ser sensíveis ao quartenário de amônia, substância com ação antimicrobiana e antiviral que é aplicada para este serviço. “Na nebulização, as gotículas são muito menores", justifica Hoffmann.

O quartenário de amônia, garante o empresário, é o que há de mais eficaz e seguro para desinfecção de ambientes.  “É eficaz não apenas contra o coronavírus, mas contra outros agentes biológicos. Já o hipoclorito de sódio tem mais contras, como o cheiro. O quartenário de amônia é melhor que o álcool 70”, analisa. Além disso, para a aplicação do produto não são necessárias grandes intervenções. “Neste caso, pedimos o afastamento das pessoas no tempo de o produto secar, que leva de 30 a 60 minutos”, acrescenta.

Hoffmann apenas lamenta que não exista ainda um produto com residual, o que manteria a higienização por mais tempo. “Ele tem efeito de efeito de choque. Se na superfície tiver coronavírus, ele vai deixar de existir. O ideal é fazer no mínimo, uma vez por semana”, reforça. As novas tecnologias, de acordo com o empresário, são bem-vindas, mas ainda não são empregadas por não terem eficácia comprovada.

“A luz ultravioleta elimina vírus como H1N1 e o coronavírus é desta família, mas não foi testado especificamente com ele. Por isso ainda não utilizamos. Estamos acompanhando a evolução e assim que tivermos tecnologias novas e regulamentadas pela Anvisa, pretendemos utilizá-las”, conclui.

 


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