Prefeitura e ATP divergem sobre circulação de ônibus nesta sexta
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Prefeitura e ATP divergem sobre circulação de ônibus nesta sexta

Com o combustível acabando, algumas empresas não garantem presença de coletivos fora do horário de pico

Por
Correio do Povo e Rádio Guaíba

Longas filas se formaram nesta sexta-feira em Porto Alegre

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Após o acordo entre a Prefeitura de Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) sobre a circulação dos ônibus algumas empresas não conseguiram cumprir o que foi acertado fora do horário de pico. Usuários da zona Sul reclamaram da ausência de coletivos nessa quinta e a ATP relatou que a situação está ainda mais crítica e não garantiu a presença de veículos em qualquer momento do dia por conta da falta de combustível. 

“Cada empresa tem uma situação em relação ao combustível, embora todas estejam com dificuldades, e não há como estabelecer um padrão de atendimento geral, considerando que a falta de diesel para algumas operadoras é ainda mais grave. Isso foi informado à EPTC. Trata-se, portanto, de uma impossibilidade de realizar a operação nos moldes orientados pelo órgão gestor. A prioridade no dia de hoje é buscar garantir a ida das pessoas até seus compromissos, no início da manhã, e a volta no final da tarde, que são os períodos mais críticos e essenciais. No restante do dia, o atendimento será realizado conforme a condição de cada empresa”, informou em nota oficial a ATP divulgada nesta sexta-feira. 

Em entrevista a Rádio Guaíba, o vice-prefeito e secretário municipal de Relações Institucionais e Articulação Política de Porto Alegre, Gustavo Paim, revelou que a administração pública recebeu denúncias em relação ao não cumprimento das medidas acertadas entre as partes nessa quinta e sexta-feira  


“(Algumas empresas da zona Sul) Acabaram não cumprindo, fazendo o espaçamento maior do que o estabelecido dentro da normalidade. Claro, temos que verificar caso a caso e ver qual é a justificativa. Mas foi convencionado que teria normalidade e sabemos que houve o descumprimento. A EPTC está fiscalizando e autuando para minimizar, dentro das possibilidades, esse problema no serviço essencial de transporte público”, afirmou Paim.

A EPTC tem usado as redes sociais para alertar a população que o serviço essencial, nos períodos de pico, será mantido. A empresa acompanha o movimento dos caminhoneiros paralisados e também usa o estoque de combustível de forma prudente. "A EPTC raciona combustível de seus veículos desde essa quinta-feira. Os atendimentos de ocorrências podem ser prejudicados e outros setores da administração sofrem dificuldades", afirmou o diretor-presidente, Marcelo Soletti.