Presos constroem casas para cães em São Francisco de Paula

Presos constroem casas para cães em São Francisco de Paula

Projeto “Casa para Todos” é uma parceria da ONG Amigos de Rua com a Susepe

Correio do Povo

Presos constroem casas para cães em São Francisco de Paula

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Os detentos do Presídio Estadual de São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, estão participando de ação social para a construção de casas de madeira para cães abandonados. O projeto “Casa para Todos” é uma iniciativa da ONG Amigos de Rua em parceria com a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). Os primeiros três trabalhos devem ser entregues na próxima semana e beneficiarão cães abrigados pela ONG.

Segundo a diretora administrativa da entidade, Giovana Ghidini, outras 20 casinhas serão distribuídas pelas principais ruas da cidade para cães comunitários ou doadas para famílias que não têm condições de comprar um abrigo para seu animal de estimação. Conforme a voluntária, os detentos entram com a mão de obra e a ONG busca o apoio comunitário para angariar o material. “Arrecadamos madeiras, telhas, pregos e outros materiais e entregamos no presídio. O projeto foi muito bem recebido pelos presos.”

Com coordenação das psicólogas Rita Frezza Maganini e Faltemara Forsin Tessele, técnicas superiores penitenciárias, as oficinas de produção ocorrem três vezes por semana e envolvem 18 presos. “Eles foram divididos em três grupos. Cada grupo trabalha uma vez por semana. Para três dias trabalhados, eles ganham um de remissão de pena”, explica Rita.

Para a psicóloga, o projeto possibilita mais do que ocupação e redução de penas. “Além de ser uma atividade laboral, melhora a autoestima dos presos. Com a ação social, eles voltam a sentir que são úteis para a sociedade”, diz. Segundo Rita, foram selecionados para o projeto os detentos com mais tempo de casa e que não participavam de outros serviços no estabelecimento prisional. “Nós ampliamos o setor de artesanato e estamos com fila de espera para ingressar na iniciativa.”

Além de construir casas para doação, o projeto pretende comercializar os abrigos no futuro. Conforme Rita, a renda da comercialização seria revertida para a ONG, mas uma empresa precisa ficar com as atribuições trabalhistas. “Estamos buscando empresas parceiras. É necessário formalizar a atividade. Será a terceira fase da ação.”

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