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Remarcado depoimento de Lair Ferst em Santa Maria

Operação Rodin investigou a evasão de supostos R$ 44 milhões do Detran entre os anos de 2003 e 2007

A juíza da 1ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria Simone Barbisan Fortes remarcou o depoimento de Lair Antônio Ferst para 13 de dezembro, às 13h. O lobista e ex-coordenador da campanha de Yeda Crusius ao Palácio Piratini apresentou atestado médico. Ferst é um dos 32 réus da Operação Rodin, que investigou desvio de verbas do Detran gaúcho.

Até agora, o depoimento mais longo foi do professor Dario Trevisan de Almeida, ex-presidente da Comissão de Vestibular da Universidade Federal de Santa Maria, iniciado ontem e concluído na manhã desta quarta-feira, após várias interrupções. Nesta tarde, está sendo ouvido Silvestre Selhorst, ex-secretário-executivo da Fatec.

No dia 14, última data marcada para os interrogatórios, a partir das 13h, serão ouvidos Eduardo Wegner Vargas e Nilza Terezinha Pereira. Patrícia Jonara dos Santos também apresentou pedido de dispensa do depoimento e não vai ser ouvida.

O grupo de 32 réus responde por diferentes crimes: peculato, formação de quadrilha, corrupção, falsidade ideológica, extosão e crimes da lei de licitações. O Ministério Público Federal tomou com base o trabalho da Polícia Federal. A Operação Rodin investigou a evasão de supostos R$ 44 milhões do Detran entre os anos de 2003 e 2007.

O esquema, conforme as investigações, começou com a troca da Fundação Carlos Chagas pela Fatec, ligada à UFSM, que subcontratava empresas sistemistas, como a Pensant, acusadas de superfaturar os contratos para a confecção dos testes da carteira de motorista. Além da ação penal, três de natureza civil foram abertas, por improbidade administrativa.

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