Rio Grande do Sul tem primeiro caso confirmado de deltacron

Rio Grande do Sul tem primeiro caso confirmado de deltacron

Combinação das variantes Delta e Ômicron foi detectada em moradora de Cruz Alta

Correio do Povo

Não foram identificaram possíveis contatos da paciente

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A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul comunicou, neste sábado, a detecção de um caso de recombinação entre as variantes Delta e Ômicron do SARS-CoV-2 (Coronavirus), a deltacron. Trata-se do primeiro caso identificado de recombinação entre duas Variantes de Preocupação (VOC) distintas no Estado. A amostra é de uma paciente de Cruz Alta. A data da coleta ocorreu em 11 de fevereiro e foi sequenciada no Centro Estadual de Vigilância em Saúde, que faz parte da Rede Nacional de Sequenciamento Genético para Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. É o primeiro caso confirmado de deltacron no País até o momento. 

Após a análise no Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) e identificação do caso de recombinação, a amostra foi encaminhada para o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde foi sequenciada outra vez e apresentou resultado concordante.

A investigação epidemiológica e rastreamento de contatos conduzidos pela Vigilância Estadual e Municipal não identificaram possíveis contatos da paciente, e também não foi identificado histórico de viagem. As amostras de Cruz Alta disponíveis no Laboratório Central (Lacen) foram sequenciadas no CEVS e o resultado não demonstrou a presença de outros casos da linhagem.

De acordo com a diretora do CEVS, Cynthia Molina Bastos, as equipes técnicas intensificaram os trabalhos para avaliar se trata-se de um caso isolado ou se há uma cadeia de transmissão dessa variante na região. "Seguimos monitorando, pois não é possível afirmar se esta combinação é mais transmissível ou os efeitos causados, mas é importante reforçar a importância de hábitos de higienização das mãos e, em caso de sintomas, utilizar máscaras", alerta.

O surgimento de recombinantes pode acontecer quando diferentes variantes do vírus SARS-CoV-2 infectam um mesmo indivíduo simultaneamente, permitindo que essas variantes interajam durante a replicação, misturando assim o seu material genético e formando novas combinações.

Na manhã de 15 de março, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou a jornalistas que o Brasil já tinha dois casos de deltacron, no Pará e no Amapá, mas depois voltou atrás e confirmou que eles ainda estavam sob investigação. No dia 31, o governo do Amapá descartou a possibilidade de deltacron e disse que era um caso de co-detecção, e não recombinação genética das variantes. 


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