Como o nível do rio Gravataí, na região metropolitana, está reduzindo muito devagar, a estimativa é de que os alagamentos permaneçam por mais no mínimo cinco dias em alguns pontos. A projeção é feita pelo coordenador da Defesa Civil de Gravataí, José Lemos. Segundo ele, o pico do rio foi de 6,24 metros e nesta terça-feira o nível era de 6,08 metros.
“Isso significa que ele está reduzindo uma média de cinco centímetros a cada 24 horas. É muito pouco. O ideal é que fosse de 20 a 30 centímetros”, afirmou. Em Gravataí, as regiões mais prejudicadas são as dos bairros Vila Rica e Caça e Pesca. “Algumas casas ainda estão com muita água, impedindo o retorno das famílias”, explicou. Ele reconheceu que ainda será necessário mais de três meses para sanar os problemas trazidos pela enchente. Isso envolve a recuperação do asfalto e da rede pluvial, que foram mais afetadas.
Para dar suporte às famílias, a Defesa Civil espera contar com a solidariedade. Ele explicou que as doações de materiais de limpeza e de higiene, assim como alimentos, são fundamentais.
Em Cachoeirinha a situação não é muito diferente. O bairro Olaria, o mais afetado, continua com o nível de água alto. Para acessar às casas, os moradores têm que utilizar barcos. Algumas nem é possível entrar dentro. A maioria dos moradores da comunidade está em abrigos organizados pela Prefeitura. Mesmo assim, diariamente vão até a entrada do bairro, junto ao cesso da Freeway acompanhar o nível da água.
Na manhã de ontem, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou a passagens de veículos no acesso à Cachoeirinha pela Freeway e avenida Assis Brasil, que ainda estava bloqueado pela quantidade de água na pista. Na segunda-feira, o trecho da avenida Assis Brasil já havia sido liberado para o fluxo de veículos no sentido Capital-Cachoeirinha.
Rio Gravataí deve demorar no mínimo mais cinco dias para baixar
Moradores de Cachoeirinha ainda precisa de barcos para acessar casas