RS registra primeiro caso de variante mais contagiosa da Covid-19

RS registra primeiro caso de variante mais contagiosa da Covid-19

Boletim indicou que paciente da Serra, de 88 anos, tem o coronavírus P1

Correio do Povo

Expectativa é de que vacinação evite efeitos de cepa mais transmissora

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O Rio Grande do Sul registrou, em boletim divulgado nesta sexta-feira, pela primeira vez a variante P1 da Covid-19. Este tipo, também batizado de cepa amazônica, é conhecido por um maior risco de transmissão para outras pessoas e foi constatado num morador de 88 anos, na Serra.

A informação foi publicada pelo Boletim Genômico das cepas, finalizado nesta sexta-feira no Estado. O paciente apresentou os primeiros sintomas da doença no final de janeiro. O Piratini não informou o estado de saúde dele.

Atualmente, a variante predominante no Estado é a P2, ainda em estudos. “Não sabemos como irá evoluir o cenário a partir da interação das duas variantes no mesmo ambiente”, explicou a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), Cynthia Molina Bastos. Pouco mais de duas semanas atrás, pesquisadores da Feevale identificaram casos de coinfecção – por mais de uma cepa de vírus. 

“Vamos ampliar o número de amostras da região da Serra para tentar identificar outros casos, ou determinar se é um caso isolado”, acrescentou a diretora.

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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já encontraram a variante P.1 do coronavírus em outros oito estados: Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo foram os mais recentes. Casos provocados pela nova variante também já foram confirmados pelas secretarias estaduais de Saúde da Bahia, do Ceará e de Pernambuco.

Até o momento, não há dados que relacionem essa variante a quadros mais graves da Covid-19, porém as mutações identificadas nela são semelhantes às das variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul, e têm potencial de facilitar a transmissão. Também foram relacionadas a casos de reinfecção.

Distanciamento Controlado aponta piora na situação do RS

Na última semana, as macrorregiões Centro-Oeste (7), Metropolitana (17) e Vales (8) acumularam aumento de pacientes confirmados em UTI. Nas Macrorregiões Centro-Oeste (47), Metropolitana (71), Norte (32) e Serra (42) e Vales (18), houve aumento de confirmados em leitos clínicos.

Esses foram dos fatores que contribuíram para o novo aumento de áreas em bandeira vermelha na atualização desta sexta do mapa do Distanciamento Controlado. Das 21 regiões do Estado, 16 estão na bandeira vermelha, ou seja, com risco alto de contaminação com o coronavírus. 

Desde o início da pandemia, 11 meses atrás, 11.300 mortes no Rio Grande do Sul estão relacionadas à Covid-19.


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