RS volta a apresentar bandeira preta no primeiro mapa prévio de 2021

RS volta a apresentar bandeira preta no primeiro mapa prévio de 2021

Bagé mostrou piora nos indicadores de número de leitos livres por paciente e hospitalizações

Correio do Povo

Cidade saltou da bandeira laranja para a vermelha

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O Rio Grande do Sul voltou a apresentar uma região com bandeira preta (risco altíssimo para a Covid-19) no primeiro mapa prévio do Distanciamento Controlado em 2021, divulgado nesta sexta-feira. A região de Bagé teve piora nos indicadores de número de leitos livres por paciente e hospitalizações para cada 100 mil habitantes e por isso recebeu a classificação mais grave.

O Estado ainda colocou 13 regiões na bandeira vermelha (risco alto) - Cachoeira do Sul, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Ijuí, Lajeado, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa e Santo Ângelo - e sete na bandeira laranja (risco médio) - Santa Maria, Uruguaiana, Taquara, Novo Hamburgo, Guaíba, Cruz Alta e Erechim - na 35ª rodada do sistema de controle ao coronavirus.

Das 21 regiões, apenas Uruguaiana e Guaíba ainda não aderiram ao sistema de cogestão regional, que permite aos municípios adotar protocolos próprios compatíveis até o nível de restrição da bandeira anterior. 

O Piratini recebe recursos até o próximo domingo e divulga o mapa final da 35ª rodada na segunda-feira, com as normas passando a valer na terça. A vigência desta rodada será válida até 11 de janeiro. 

De acordo com a avaliação do Estado, a situação da pandemia no RS requer muita atenção. Nesta rodada, 360 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 8,2 milhões de habitantes, o que corresponde a 73,2% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes).

Nova regra faz Bagé sair de risco médio para altíssimo

No caso da região de Bagé, o governo utilizou de uma nova regra estabelecida para o modelo: a salvaguarda de bandeiras vermelha e preta, quando uma região registra muitas hospitalizações novas de pacientes com Covid-19 e, ao mesmo tempo, possui baixa capacidade hospitalar na macrorregião. A nova determinação passa a valer a partir desta semana para todas as localidades. 

Segundo o governo, o "refinamento" se fez necessário, pois quando a capacidade hospitalar está próxima do limite, os indicadores de “velocidade do avanço” e de “variação da capacidade de atendimento” se tornam prejudicados.

Implementada somente nesta semana, a medida teria efeitos "sutis" nas classificações passadas.  A bandeira preta teria sido acionada somente nas regiões de Pelotas e Bagé na semana 32. Já para a bandeira vermelha, a salvaguarda teria representando um aumento de 10,6% no número de classificações de risco alto. Até o momento, 283 bandeira vermelhas apareceram no mapa prévio. 

Semana foi de recorde no número de óbitos no Estado

Por dois dias nesta semana, terça e quarta-feira, o Rio Grande do Sul ultrapassou as 100 mortes diárias pela Covid-19. No dia 29, o Estado registrou 144 óbitos, o maior número desde o começo da pandemia em um só boletim. No dia 30, 113 vítimas foram notificadas em 24 horas pela Secretaria Estadual de Saúde. 

Até o momento, o RS contabiliza 8.917 vítimas da doença e 451.912 infectados. Destes, 16.094 estão em acompanhamento. A taxa geral de ocupação nas UTIs está em 76%. 

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