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Santa Casa inaugura centro para tratamento de pacientes com AVC

Hospital de Porto Alegre oferece 10 leitos pelo SUS

AVC foi a principal causa de morte no Brasil em 2011, segundo IBGE
AVC foi a principal causa de morte no Brasil em 2011, segundo IBGE Foto : André Ávila
Porto Alegre passa a contar com um centro de referência em tratamento de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi considerada a principal causa de morte no Brasil, em 2011. Na manhã desta quinta-feira, foi inaugurada uma unidade especializada no atendimento de urgência de pacientes com esta doença dentro do Hospital São José, que já é referência brasileira em neurologia e neurocirurgia, dentro do Complexo Hospitalar da Santa Casa. Ao todo, são disponibilizados 10 leitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Um dos diferenciais da unidade é o atendimento multidisciplinar. A equipe é formada por técnicos, enfermeiros, médicos plantonistas, neurologistas, neurocirurgiões, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. O atendimento é feito no terceiro andar do Hospital São José e o serviço funcionará 24 horas totalmente integrado com a rede de atenção às urgências do SUS.

Segundo o coordenador da unidade, Sérgio Haussen, o maior número de pacientes com AVC vem do atendimento de urgência, seja pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou pela própria emergência da Santa Casa. Isso ocorre, explicou o especialista, porque os sintomas são fortes e a agilidade no atendimento é fundamental para garantir a vida e a recuperação do paciente.

Ele ressaltou que o ideal é que ele receba assistência médica em no máximo seis horas após o AVC propriamente dito. Mesmo assim, destaca que é importante que as pessoas tenham atenção com os primeiros sintomas. Um AVC normalmente é identificado pela perda das forças nas mãos, dificuldade na fala, paralisia de um lado do corpo e problemas de consciência. “O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo é bloqueado pela presença de um coagulo, atingindo uma parte do cérebro”, salientou.

Segundo Haussen, por meio do avanço no atendimento, as medicações e técnicas utilizadas atualmente elevaram as chances de sobrevivência e redução das possíveis sequelas. “Antes era possível apenas usar táticas para reduzir as chances de haver o agravamento da doença. Atualmente é possível combatê-la”, afirmou, citando o centro como um fator importante neste caminho.

Segundo o diretor geral da Santa Casa, Carlos Alberto Fuhrmeister, aimplantação da unidade integra um programa de modernização do Complexo, que teve início em 2006. Neste processo, foram aplicados, entre 2010 e 2012, mais de R$ 105 milhões, sendo que quase R$ 35 milhões na aquisição de novas tecnologias médicas. “É um grande desafo para estarmos em sintonia com a produção de novos procedimentos e novas tecnologias na área da saúde”, afirmou o diretor geral, citando como exemplo a nova unidade.

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