Os servidores de Cachoeirinha, que completaram 45 dias de greve nesta quarta-feira, rejeitaram a nova proposta apresentada pelo governo municipal na última reunião mediada pelo Ministério do Trabalho. Em busca do fim da greve e pela retomada dos serviços, a administração ofereceu aos trabalhadores o adiamento da vigência do conjunto de medidas (aprovadas e já em vigor), pelo período de 60 dias, ficando vigentes neste período os termos das leis anteriores, assim como a prorrogação da lei do vale-alimentação para o dia 1º de junho. A categoria se reuniu em assembleia na terça e com 98% dos votos decidiu por rejeitar os termos de negociação do Executivo, dando continuidade à greve.
O presidente do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca), Guilherme Runge, explicou que o que pesou na decisão da categoria foi o fato do governo não querer rever o corte do ponto para os grevistas. “Propusemos o recebimento do salário referente ao mês de abril, mediante compensação a calendário a ser estabelecido. Não houve conversa. Mais uma vez alegaram falta de recurso. Muitos servidores não receberam salário de março.”
O Secretário de Governança e Gestão, Juliano Paz, disse que o governo lamenta o não acolhimento da proposta por parte dos grevistas e garante que a Administração segue estudando uma alternativa viável de negociação. Sobre o cartão ponto, ele disse que a Prefeitura está aberta a diálogo. “O que não podemos fazer é atrasar salários por conta disso. Houve negativa do Sindicato, mas não houve contraproposta.”
Servidores de Cachoeirinha rejeitam proposta e greve completa 45 dias
Categoria alegou que muitos trabalhadores não receberam salário de março