Setor de alimentação sofre com restrições das atividades em função da pandemia, diz entidade

Setor de alimentação sofre com restrições das atividades em função da pandemia, diz entidade

Associações ligadas ao setor e ao da hotelaria do Estado destacam que não "são fontes propagadoras" da Covid-19

Cláudio Isaías

Setor de alimentação demonstra preocupação com a possibilidade de ter que fechar as portas devido o avanço da Covid-19

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O setor de alimentação sofre com os reflexos da pandemia e das restrições de sua atividade desde março de 2020 no Rio Grande do Sul, a segundo Associação de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel RS). A presidente Maria Fernanda Tartoni fez questão de afirmar que todos os estabelecimentos associados seguem as orientações e respeitam os protocolos de segurança estabelecidos.

"Os bares e restaurantes são locais seguros que não promovem aglomeração. Entendemos que a situação está grave, porém, não concordamos que os estabelecimentos sofram as consequências causadas pelas aglomerações", ressaltou. 

Sobre a suspensão da cogestão definida pelo governo do Estado, a presidente da Abrasel no Rio Grande do Sul entende que não é o melhor caminho a seguir neste momento. "Municípios como Porto Alegre e as cidades da Região Metropolitana precisam de regras próprias devido suas características demográficas e necessidades específicas", acrescentou.

Já o presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região (Sindha), Henry Chmelnitsky, afirmou que não quer um novo fechamento e nem qualquer tipo de nova restrição no horário de funcionamento. "A gastronomia e a hotelaria não irão suportar mais esse baque econômico", afirmou.

Chmelnitsky afirmou ainda que espera que a sociedade, incluindo todos os poderes e a população, cumpram o seu papel para evitar o pior. "Ou nós nos cuidamos e levamos a sério esse momento crítico, ou a situação agrava e o nosso setor não aguentará portas fechadas mais uma vez, e será esse o futuro se tivermos uma piora nesse cenário", acrescentou o presidente do Sindha.

Na manhã desta segunda-feira, a movimentação de clientes nos restaurantes foi tranquila e sem aglomerações. As regras de distanciamento nos restaurantes do Centro da Capital seguem sendo cumpridas. Dentro dos estabelecimentos, funcionários ofereciam luvas de plástico para que os clientes se servissem no buffet livre.

Entidades do comércio, hotéis, eventos, bares e restaurantes afirmaram em nota que não têm condições de fechar as portas. “Não temos condições de reduzir ou realizar adaptações em nossas operações. Não há recursos, estoques ou meios para que isso aconteça. Este é um relato profundo e sincero de profissionais que se encontram no limite”, diz o texto. O documento diz ainda que as entidades estão à beira de um colapso. Eles reiteram que os setores empresariais não são culpados por esse novo aumento de contágio do coronavírus.

"Nossos estabelecimentos não são fontes propagadoras do vírus e, desde o início da pandemia, estamos tomando todos os rigorosos cuidados com protocolos de higiene e sanitização para preservar a nossa saúde, de nossos funcionários e de nossos clientes, oferecendo ambientes seguros. Portanto, não podemos pagar a conta - que é extremamente cara desse momento”.

O documento é assinado pelas seguintes entidades como o Sindha, Sindicato de Hotéis de Porto Alegre (Shpoa), Sindilojas Porto Alegre, Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL/POA), Fecomércio-RS, Abrasel no RS, Convention & Visitors Bureau de Porto Alegre e Região Metropolitana, Grupo de Live Marketing do RS, Associação dos Comerciantes da Cidade Baixa, Associação Gaúcha de Empresas e Profissionais de Eventos (Agepes), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Sul (ABIH/RS) e Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Erechim.

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