Sexta morte por varíola do macaco é confirmada no Brasil

Sexta morte por varíola do macaco é confirmada no Brasil

Estado de São Paulo registrou o primeiro óbito causado pela doença

AE / R7

Rede do SUS em todo o país já é capaz de processar exames de varíola do macaco

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A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira, o registro da primeira morte por varíola do macaco no estado. O paciente, de 26 anos, era morador da capital paulista. Conforme a pasta, ele estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas havia mais de dois meses e tinha "diversas comorbidades". É o sexto óbito pela doença notificado no país — os outros ocorreram em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Ao todo, São Paulo tem 3.861 casos confirmados da varíola do macaco (monkeypox), com redução do registro de novas infecções nas últimas semanas, informou a Secretaria de Estado da Saúde. A pasta reforçou ainda que o atual surto não tem relação com os macacos e que a prevalência na transmissão é por "contato íntimo e sexual" entre pessoas.

O governo paulista não detalhou quais eram as comorbidades do paciente. Conforme a Secretaria da Saúde, o paciente "passava por tratamento com antivirais para uso emergencial em pacientes graves".

Os demais óbitos foram registrados no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Nos quatro primeiros casos, as vítimas eram homens e tinham comorbidades e baixa imunidade, segundo as autoridades de saúde. Ainda não há informação sobre a quinta morte, reportada no Rio.

Prevenção

Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola do macaco é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizados pelo doente.

A Secretaria de Estado da Saúde listou algumas medidas de prevenção contra a monkeypox:

• evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;.

• evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;

• higienizar as mãos com água e sabão e usar de álcool em gel;

• não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos e objetos pessoais; e

• usar máscara, acessório que protege contra gotículas e saliva principalmente quando em contato com casos confirmados e contactantes.

Vacinas

O Ministério da Saúde recebeu na última semana o primeiro lote de vacinas contra a varíola do macaco. A remessa, com 9.800 unidades, desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no dia 4. Ao todo, o Brasil comprou aproximadamente 50 mil imunizantes via fundo rotatório da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

Os próximos lotes devem ser entregues até o fim de 2022. Conforme orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde), inicialmente, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos. O objetivo é gerar "evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança" da vacina contra a monkeypox e, desta forma, orientar a decisão dos gestores.

De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (7), o país tem 8.340 casos confirmados de varíola do macaco. Outros 4.586 estão em acompanhamento. São Paulo é o estado com o maior número de casos (3.843), seguido por Rio de Janeiro (1.120) e Minas Gerais (514).


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