Alemães vão às urnas para escolher sucessor de Angela Merkel

Alemães vão às urnas para escolher sucessor de Angela Merkel

Pesquisas de intenção de voto apontam para disputa acirrada entre candidatos de centro-esquerda e conservadores

R7

Merkel está no poder desde 2005, mas planeja renunciar após a eleição

publicidade

Os alemães saíram às urnas neste domingo (26) em uma eleição nacional para convocar o sucessor da chanceler Angela Merkel após 16 anos. Pesquisas eleitorais têm sinalizado que a disputa do pleito será acirrada entre os social-democratas de centro-esquerda (SPD) e a união conservadora CDU-CSU.

Neste sábado (25), Merkel, que se manteve distante da disputa, participou de um comício e fez um apelo pelo voto a favor do candidato conservador Armin Laschet, que figura como perdedor contra o social-democrata Olaf Scholz.

A chanceler, que não preparou sua sucessão, não poupa mais esforços para tentar permitir que a união conservadora CDU-CSU obtenha uma vitória inesperada. Merkel está no poder desde 2005, mas planeja renunciar após a eleição, tornando a votação um evento de mudança de era para definir o futuro da maior economia da Europa.

Um eleitorado fragmentado significa que, após a eleição, os principais partidos vão sondar uns aos outros antes de embarcar em negociações de coalizão mais formais, que podem levar meses, deixando Merkel no cargo de interina.

"Todos nós sentimos que esta é uma eleição federal muito importante", disse Laschet após votar em seu distrito eleitoral de Aachen. "É uma eleição federal que decidirá a direção da Alemanha nos próximos anos e, portanto, todos os votos contam."

Olaf Scholz ganhou todos os três debates televisionados entre os principais candidatos, mas viu a liderança de seu partido sobre os conservadores ser reduzida a menso de 3 pontos percentuais nas pesquisas de opinião mais recentes, deixando Laschet com uma evidente chance de vitória no pleito. O cenário político fragmentado significa que uma coalizão tripartida é provável.

Os cenários de coalizão mais prováveis ​​são o SPD ou o bloco conservador CDU/CSU, formando uma aliança com os Verdes e os Liberais Democratas Livres (FDP). Tanto conservadores quanto o FDP rejeitam uma "união da dívida" europeia e querem garantir que os empréstimos conjuntos da União Europeia para financiar o pacote de recuperação do coronavírus do bloco permaneçam isolados.

O SPD já falou em tomar medidas para uma união fiscal. Os Verdes favorecem uma política fiscal europeia comum para apoiar o investimento no ambiente, investigação, infra-estruturas e educação.

Depois de uma campanha eleitoral com foco doméstico, os aliados de Berlim na Europa e fora dela podem ter que esperar alguns meses para ver se o novo governo alemão está pronto para se envolver em questões estrangeiras na medida que eles gostariam.


publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895