Alemanha já enfrenta segunda onda de Covid-19, diz associação médica

Alemanha já enfrenta segunda onda de Covid-19, diz associação médica

Ao contrário da primeira, hospitais estão preparados para novos casos

AE

País tem novos casos crescentes

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A Alemanha já enfrenta uma segunda onda de infecções pelo novo coronavírus, de acordo com o sindicato de médicos alemão Marburger Bund. O número de novos contágios vem aumentando no país europeu, embora não seja comparável às taxas registradas em março e abril. "Já estamos em uma segunda onda plana", disse a presidente da associação, Susanne Johna, em entrevista ao jornal alemão Augsburger Allgemeine publicada nesta terça-feira.

Eles alertam pra risco de que os sucessos que alcançamos até agora na Alemanha sejam desperdiçados com uma combinação de repressão e desejo de retorno à normalidade. "Mas estamos em uma condição que não é normal", acrescentou, lembrando que, enquanto não houver vacinas ou medicamentos para tratar a Covid-19, a propagação do vírus precisa ser controlada. "Isso só pode ser alcançado com distanciamento social, higiene, máscara no cotidiano e quarentena local", afirmou.

Além disso, Johna aponta que os hospitais estão preparados. Ao contrário da primeira onda, os leitos hospitalares devem ser mantidos livres de acordo com a necessidade. "Como a pandemia está se desenvolvendo lentamente, temos que oferecer opções de tratamento graduadas para pacientes, por isso precisamos introduzir um tempo escalonado", disse.

De acordo com o registro de terapia intensiva DIVI, atualmente existem 272 pacientes Covid-19 em tratamento intensivo. Destes, 129 devem ser ventilados. De acordo com as informações fornecidas, o registro inclui hospitais com unidades de terapia intensiva na Alemanha. De acordo com isso, atualmente existem quase 21.000 leitos de terapia intensiva na Alemanha, 12.200 dos quais estão vazios

Após um protesto em Berlim ter reunido milhares de pessoas contrárias às medidas de contenção impostas devido à pandemia, Johna comparou o uso compulsório de máscara com a obrigação do cinto de segurança em veículos, contra a qual também houve resistência popular quando foi introduzida. Assim como o cinto salva vidas no trânsito, "a proteção bucal também salva vidas", disse.

A Alemanha registrou, durante várias semanas, uma média de 300 a 500 casos de novas infecções por dia. Agora, as taxas diárias mais recentes têm estado entre 800 e mil. Nas últimas 24 horas, o Instituto Robert Koch (RKI), órgão alemão de controle e prevenção de doenças infecciosas, confirmou 879 novos casos de Covid-19 no país. Ao todo, a soma 211.281 infecções e 9.156 óbitos relacionados à doença.

A taxa de mortalidade, de 11,04 mortes por 100 mil habitantes, é baixa em comparação com outros países europeus duramente atingidos pela pandemia, como Bélgica (86,24), Espanha (60,94) e Itália (58,19).


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