Blinken encerra na Índia turnê centrada na guerra Hamas-Israel

Blinken encerra na Índia turnê centrada na guerra Hamas-Israel

Secretário de Estado americano, Antony Blinken comemorou pausas acordadas durante o conflito em Gaza

AFP

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O secretário de Estado americano, Antony Blinken, encerrou nesta sexta-feira (10), na Índia, uma viagem pelo Oriente Médio e pela Ásia, dominada pelo conflito entre Israel e o Hamas.

Pouco antes de deixar Nova Délhi, Blinken disse à imprensa que recebia com satisfação as pausas acordadas por Israel em sua ofensiva em Gaza, mas que "é necessário fazer muito mais" para proteger os civis palestinos.

"Eu acredito que alguns progressos foram feitos", disse Blinken durante sua rápida visita a Nova Délhi. "Mas também deixei claro que muito mais precisa ser feito para proteger os civis e levar assistência humanitária para eles".

Ele afirmou que essas "pausas" diárias de quatro horas permitirão "salvar vidas" e fornecer mais ajuda à Faixa de Gaza, sitiada pelo Exército israelense após o letal ataque do Hamas em território israelense em 7 de outubro, que deixou pelo menos 1.400 mortes.

"Morreram palestinos demais", lamentou. Segundo o governo do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, mais de 11.000 pessoas morreram em bombardeios israelenses, sobretudo, civis.

Sua visita à Índia é a última escala de uma viagem que incluiu uma etapa na Coreia do Sul, uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G7 no Japão, na qual se tentou encontrar um terreno comum sobre o conflito em Gaza, e uma passagem pelo Oriente Médio.

A Índia, que compartilha com os Estados Unidos a reivindicação de um Estado palestino independente, condenou o ataque do Hamas contra Israel e enviou ajuda aérea ao Egito para os civis da Faixa de Gaza.

Este conflito representa um grande desafio para o projeto de criar uma rota comercial que una Europa, Oriente Médio e Índia, apresentado na cúpula do G20 realizada em Nova Délhi, em setembro.

A visita de Blinken a Nova Délhi também procurou reforçar a cooperação com esse país, frente à crescente influência da China na região Ásia-Pacífico.

"Diante dos urgentes desafios globais, é mais importante do que nunca que as duas maiores democracias do mundo troquem pontos de vista e encontrem objetivos comuns pelo bem dos nossos povos", declarou o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, que viajou com Blinken.

O secretário de Estado destacou, ainda, o compromisso renovado dos Estados Unidos com a região Ásia-Pacífico e a necessidade de "promover uma zona livre, próspera, resiliente e segura", como fez em Tóquio e Seul.

Essa declaração é uma crítica velada à China e às suas ambições econômicas, territoriais e estratégicas na região.

 

 


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