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Camareira que acusa Strauss Khan de estupro diz que não sabia quem ele era

Nafissatou Diallo relatou que já estaria morta se estivesse em seu país, a Guiné

A uma semana da audiência do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, duas entrevistas concedidas por Nafissatou Diallo, nascida na Guiné, podem complicar o processo de agressão sexual que corre contra ele na Justiça dos Estados Unidos. Ela é a camareira de hotel em Nova Iorque que o acusou de estupro.

Na sua primeira entrevista aberta à imprensa, ela reforçou que foi atacada pelo francês, apesar da incosistência das provas apresentadas por ela, assimo como depoimentos contraditórios. Nafissatou diz que não sabia quem era aquele homem que a atacou na suíte do hotel. Apenas no dia seguinte ela viu as notícias e percebeu que se tratava do futuro candidato à presidência da França. Naquele momento, ela desconfiou que seria criticada por "todo o mundo".

Sobre as contradições nos depoimentos e a conversa com um amigo de Serra Leoa que está preso nos EUA, Nafissatou afirmou que a frase foi um resumo da tradução da gravação. A ex-camareira relatou que temeu por sua vida quando soube quem era seu agressor. "Ele é um homem muito poderoso e, se isso tivesse ocorrido em meu país, me matariam para que a verdade não fosse revelada", garantiu ela.

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