Caminhoneiros argentinos iniciam jornada de atos a favor do governo

Caminhoneiros argentinos iniciam jornada de atos a favor do governo

Dia da "Lealdade Peronista" é um dia considerado festivo pelo governo

AFP

Longas filas de caminhões cortam a Avenida 9 de Julio, em Buenos Aires, desde o início da manhã

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O sindicato dos caminhoneiros argentinos deu início neste sábado a uma jornada de atos presenciais e virtuais em apoio ao governo de Alberto Fernández, em um dia considerado festivo pelo governo. Longas filas de caminhões cortam a Avenida 9 de Julio, em Buenos Aires, desde o início da manhã, segundo imagens da emissora local.

"As autoridades precisam de apoio", disse o líder do poderoso sindicato, Hugo Moyano, em entrevista coletiva. O "governo faz um grande esforço para seguir em frente levando em consideração como estava o país e a ameaça permanente dessa pandemia" do novo coronavírus, acrescentou ele em crítica ao presidente anterior, Mauricio Macri (2015-2019).

A Argentina acumula um total de 965.596 casos do novo coronavírus, dos quais 25.723 faleceram, em meio a uma das mais longas quarentenas do mundo. Enquanto o país vive o confinamento, milhares de pessoas se manifestaram na segunda-feira novamente em várias cidades do país em oposição ao governo de Alberto Fernández, sob o lema "por justiça e liberdade".

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A imprensa argentina considera esse sábado como um dia em que o governo medirá forças com os manifestantes e a oposição nas ruas, em um ato virtual central que será liderado pelo próprio Fernández, no dia da "Lealdade Peronista" que lembra o ex-presidente Juan Domingo Perón.

A pobreza continua avançando na Argentina e atingiu 40,9% de sua população no primeiro semestre deste ano, com 10,5% da população vivendo em extrema pobreza, um dos piores registros da história do país. Grande produtor de alimentos, o país vive seu terceiro ano de recessão, com inflação anual de mais de 40%.


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