Campanha de Trump entra com pedido de nova recontagem de votos na Geórgia

Campanha de Trump entra com pedido de nova recontagem de votos na Geórgia

Estado confirmou a vitória de Joe Biden na quinta por pouco mais de 12 mil votos, margem muito próxima à da primeira apuração

AE

Manifestantes protestam por recontagem no Estado

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A campanha do presidente americano, Donald Trump, pediu uma nova recontagem dos votos na Geórgia na noite de sábado. A solicitação foi enviada um dia após o secretário de Estado da Geórgia certificar os resultados de uma segunda apuração, que confirmaram a vitória do presidente eleito Joe Biden. A medida dos republicanos é parte de um esforço do time do presidente para confirmar suas afirmações, feitas sem provas, de que a eleição americana foi fraudada.

"Estamos focados em garantir que todos os aspectos da lei estadual da Geórgia e da Constituição americana sejam seguidos, para que todo voto legal seja contado", afirmou o time do republicano em nota à imprensa. "O Presidente e sua campanha continuam a insistir em uma recontagem honesta na Geórgia, que tem de incluir a checagem de assinaturas e outras garantias de segurança vitais."

O Estado confirmou a vitória de Biden na quinta por pouco mais de 12 mil votos, margem muito próxima à da primeira apuração. O resultado, de acordo com a organização VotingWorks, que acompanhou o processo, teve diferença "dentro da margem de erro esperada em uma contagem manual". No entanto, como a diferença final entre os candidatos foi menor do que 0,5% do total, a lei permite que Trump peça uma nova contagem.

A recontagem dos votos da Geórgia foi feita de forma manual. De acordo com as autoridades locais, todos os votos foram considerados. Em caso de uma nova totalização, as cédulas serão escaneadas uma a uma. O Estado é governado pelo republicano Brian Kemp, que certificou os resultados, e tem 16 delegados no colégio eleitoral. Ao todo, o democrata tem 306 votos, mais do que os 270 necessários para se eleger.

A nova contagem concluída na última semana não conta para os pedidos do candidato que perdeu. Ela ocorreu porque a lei da Geórgia exige uma recontagem à mão para que os resultados sejam certificados. Neste ano, o secretário de Estado, Brad Raffensperger, selecionou a eleição presidencial para a auditoria.

 

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