Depois do funcionário da NSA (Agência Nacional de Segurança, na sigla em inglês) Rick Ledgett ter dito que, "do ponto de vista pessoal", seria favorável a negociar com Snowden para recuperar os documentos, Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, respondeu que a "posição não mudou". O ex-analista está na Rússia, onde recebeu asilo temporário. Carney ressaltou que Ledgett expressou sua "opinião pessoal" e lembrou que Snowden foi "acusado de vazar informações confidenciais e enfrenta acusações que constituem um crime" nos Estados Unidos.
Snowden "deve voltar aos Estados Unidos o mais rapidamente possível" para responder por essas acusações e "seria beneficiado com plenas proteções" constitucionais, acrescentou Carney. O ex-consultor de inteligência desencadeou uma polêmica depois de revelar os programas de vigilância da NSA, do qual foram alvos em particular países aliados dos Estados Unidos e seus dirigentes.
Snowden se apropriou de 1,7 milhão de documentos. Cerca de 58 mil deles foram divulgados à imprensa, segundo o chefe de redação do jornal britânico The Guardian.