Egito abre sua fronteira com Gaza para receber palestinos feridos

Egito abre sua fronteira com Gaza para receber palestinos feridos

Pela passagem de Rafah, única abertura da Faixa de Gaza para o mundo que não é controlada por Israel, passaram dez ambulâncias para resgatar vizinhos

AFP

De acordo com o último balanço fornecido pelas autoridades palestinas, 139 pessoas morreram

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O Egito abriu, neste sábado, sua fronteira terrestre com a Faixa de Gaza e enviou dez ambulâncias ao enclave palestino para evacuar e tratar os palestinos feridos nos bombardeios israelenses, informou à AFP uma fonte médica egípcia. Cairo "abriu excepcionalmente a passagem (de Rafah) para (permitir) a entrada de dez ambulâncias egípcias na Faixa de Gaza, a fim de transportar palestinos feridos (com vistas a) tratá-los no Egito", explicou esta fonte, que pediu para permanecer anônima.

A passagem de Rafah é a única abertura da Faixa de Gaza para o mundo que não é controlada por Israel. O Estado hebreu impõe um bloqueio ao enclave palestino há mais de uma década. Um responsável egípcio da segurança na fronteira disse que esta decisão é "excepcional" porque a passagem geralmente permanece fechada em dias feriados, incluindo durante o feriado muçulmano do Eid al-Fitr, que começou na quarta-feira e que marca o fim do mês do Ramadã.

A autoridade pública de saúde egípcia havia anunciado na sexta-feira que três centros médicos "começaram a se preparar" para receber feridos de Gaza. De acordo com o último balanço fornecido pelas autoridades palestinas, 139 pessoas morreram, incluindo 39 crianças, e quase 1.000 ficaram feridas nos ataques aéreos e bombardeios israelenses na Faixa de Gaza desde segunda-feira. O Estado hebreu, por sua vez, registrou nove mortos, incluindo uma criança e um membro do Exército.

Israel lançou esses ataques punitivos em respostas a centenas de foguetes do Hamas, o movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza, disparados depois que a polícia israelense feriu centenas de palestinos na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental, área da cidade ocupada ilegalmente por Israel desde 1967.

Esses confrontos seguiram-se a dias de confrontos na Cidade Santa, principalmente em razão das ameaças de expulsão de palestinos de suas casas em Jerusalém Oriental em benefício de colonos judeus. Representando a maior minoria cristã no Oriente Médio, a Igreja Copta Ortodoxa pediu neste sábado que "todas as partes" negociem "para evitar um banho de sangue".

Na sexta-feira, Ahmed al-Tayeb, o grande imã de Al-Azhar, uma instituição respeitada do Islã sunita, lançou uma campanha em apoio aos palestinos. "Conclamo os povos do mundo e seus líderes a apoiarem o povo palestino pacífico e oprimido em sua causa legítima e justa para recuperar seus direitos, suas terras e lugares sagrados", escreveu o xeque nas redes sociais.


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