Fernández responde Bolsonaro sobre papel dos militares argentinos na pandemia

Fernández responde Bolsonaro sobre papel dos militares argentinos na pandemia

Argentina enfrenta uma aceleração de contágios, com quase 25.000 novos casos na quarta

AFP

Presidente da Argentina, Alberto Fernandez, comentou postagem de Jair Bolsonaro no Twitter

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O presidente argentino Alberto Fernández respondeu a Jair Bolsonaro sobre o papel de apoio que os militares desempenham na pandemia de coronavírus na Argentina, ao rebater um tuíte em que o presidente brasileiro afirma que o exército argentino controlará um toque de recolher. "São oficiais que fizeram a carreira na democracia, defendem as instituições e a partir deste espaço têm colaborado de modo magnífico na pandemia, levando assistência a locais de maior vulnerabilidade", disse Fernández em uma entrevista à Rádio 10.

Fernández rejeitou a mensagem em que Bolsonaro escreveu: "Exército argentino nas ruas para manter o povo em casa. Toque de recolher entre 20h e 08h. Bom dia a todos".

Fernández, que na quarta-feira à noite anunciou novas medidas de restrição à circulação de pessoas para frear a acelerada segunda onda de coronavírus, considerou "impactante que Bolsonaro diga uma coisa assim". Sobre o papel das Forças Armadas, Fernández disse que "pedi que me ajudassem a montar postos de saúde para tornar os exames mais rápidos".

"O exército tem médicos e enfermeiros muito qualificados e foi isto que pedi. Eu não declarei estado de sítio nem penso em fazer e as Forças Armadas não fazem segurança interna, estão aí para fazer o que fazem muito bem que é, em situações de catástrofe, dar apoio às pessoas", completou.

Fernández decidiu proibir a circulação entre 20h e 6h a partir de sexta-feira na área metropolitana de Buenos Aires e autorizou a Polícia Federal a supervisionar o cumprimento da medida.

A Argentina enfrenta uma aceleração de contágios, com quase 25.000 novos casos na quarta-feira, e os especialistas advertem que o sistema hospitalar está perto do limite. Com 45 milhões de habitantes, a Argentina acumula 2,6 milhões de casos e 58.542 mortes desde o início da pandemia de Covid-19.

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