"Ele estava muito fraco. Ficou sem comer ou beber por três dias. Disse que havia sobrado um pouco de milho cozido, mas estragou", explicou a policial. As grandes ondas o impediram de lançar sua rede para pegar peixe, acrescentou. Vestindo apenas uma camisa e um short, o menino disse à polícia que o barco navegou pelo menos 90 quilômetros através do Mar de Camotes desde sua cidade costeira de Villaba, na ilha de Leyte, sem que qualquer outro marinheiro percebesse sua situação.
O menino contou à polícia que viu outro barco pesqueiro apenas na quarta-feira, mas o tripulante, aparentemente, não o viu acenar pedindo ajuda, disse Panares. Ela elogiou a resistência do menino, afirmando que uma vida passada na pobreza provavelmente garantiu sua sobrevivência. "Ele é um garoto forte. Foi isso o que provavelmente o salvou", disse Panares.
O menino contou à polícia que sua mãe o deixou com seus avós alguns meses após seu nascimento. Ele acrescentou que ela o enviou ao mar na segunda-feira, quando ele deveria estar na escola, porque precisavam de peixes para comer. "Eles são muito pobres. O governo municipal precisou dar a passagem de ônibus para a avó para que ela viesse aqui buscar o neto", disse Panares. "Ele parece bem melhor hoje e está rindo novamente. Contei piadas para ele, para se sinta bem. Ele só quer voltar para casa", concluiu.