Guerra entre Israel e Hamas: principais fatos deste domingo

Guerra entre Israel e Hamas: principais fatos deste domingo

Israel se prepara para uma incursão terrestre na Faixa de Gaza no nono dia do conflito

Correio do Povo

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O oitavo dia de conflito na região foi marcado pela tensão de que Israel pudesse começar uma ofensiva militar a qualquer momento, que acabou não se confirmando. Brasileiros que solicitarem repatriação seguem impedidos de sair da faixa de gaza por que a fronteira entre o território e o Egito, perto da cidade de Rafah, está fechada. No Brasil, sendo em favor da Palestina ou de Israel, diversas manifestações pediram pelo fim das hostilidades na região. 

• Israel seguiu os preparativos para uma ofensiva no norte de Gaza, cuja população continua fugindo para o sul do enclave palestiniano, em meio aos maciços bombardeios na esteira do sangrento ataque do grupo islâmico Hamas. Israel respondeu à incursão de 7 de outubro do Hamas, no poder na Faixa de Gaza, com bombardeios ao território, do qual o movimento islâmico continua disparando foguetes. 

• Na sexta-feira, o Exército israelense pediu aos civis no norte do enclave - 1,1 milhão de pessoas em uma população total de 2,4 milhões - que se deslocassem para sul e, no sábado, disse-lhes para "não demorarem". Na noite de ontem, um porta-voz do Exército assegurou que a ofensiva terrestre não começaria no domingo por razões humanitárias. 

• O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, acusou Israel de "crimes de guerra" em Gaza e afirmou que se recusa a permitir que os palestinos sejam "deslocados". O movimento palestino é, regularmente, acusado por Israel de usar civis como escudos humanos. O exército israelense anunciou ter matado em Gaza Billal al Kedra, um comandante do Hamas responsável pelo ataque ao kibutz de Nirim, perto do enclave palestino, onde morreram pelo menos cinco pessoas, segundo a imprensa local. 

• Cerca de um milhão de pessoas tiveram de abandonar suas casas na Faixa de Gaza, devido à guerra que eclodiu após o letal ataque do grupo islâmico palestino Hamas em Israel, em 7 de outubro, informou a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA). A diretora de comunicações da UNRWA, Juliette Touma, disse à AFP que "um milhão de pessoas tiveram de se deslocar durante os primeiros sete dias da guerra" entre o Hamas, no poder em Gaza, e Israel

• Os Estados Unidos temem uma "escalada" do conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas e um possível "envolvimento direto do Irã", disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. Em entrevista à rede CBS, Sullivan citou a possibilidade de uma nova frente de batalha na fronteira entre Israel e o Líbano e acrescentou: "Não podemos descartar que o Irã decida se envolver diretamente de alguma forma. Temos de nos preparar para qualquer eventualidade".

• Os temores de uma escalada regional do conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas aumentaram neste domingo (15): Teerã advertiu que "ninguém" poderia "garantir o controle da situação" em caso de uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza, enquanto os Estados Unidos expressaram preocupação com um possível "envolvimento direto" do Irã.

Repatriação dos Brasileiros

• O governo brasileiro informou que o número total de pessoas prontas para a evacuação de Faixa de Gaza reúne 32 brasileiros e imigrantes palestinos. Ao todo, são 17 crianças, 9 mulheres e 6 homens adultos. Desses, 10 encontram-se em Rafah - cidade palestina na fronteira com o Egito, e 18 em Khan Younes, um pouco mais ao norte. São 22 cidadãos brasileiros, 3 imigrantes palestinos e 3 palestinos com residência no Brasil, segundo a última atualização.

• O embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeas, disse esperar que os brasileiros que aguardam repatriação na Faixa de Gaza possam atravessar a fronteira para o Egito na segunda-feira. Segundo ele, a embaixada recebeu a informação de brasileiros em Gaza de que "circulam rumores" de que a fronteira, próxima à cidade de Rafah, será aberta na segunda-feira.

Manifestações no Brasil sobre o conflito

• Mais de mil pessoas marcharam na praia de Copacabana em apoio a Israel, que está em guerra há nove dias na Faixa de Gaza contra o movimento islâmico palestino Hamas.

• A comunidade palestina em São Paulo e apoiadores fizeram na manhã, um ato na Avenida Paulista, na região central da capital. Com um pequeno carro de som, faixas e cartazes, o protesto pediu que Israel interrompa os bombardeios e ataques à Faixa de Gaza.


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