Lula volta a cobrar de países desenvolvidos apoio financeiro para ações climáticas

Lula volta a cobrar de países desenvolvidos apoio financeiro para ações climáticas

Durante a Cúpula da Amazônia, presidente também criticou a adoção de medidas de protecionismo "mal disfarçadas de preocupação ambiental"

AE

Presidente causou polêmica nesta semana ao também culpar a Ucrânia da invasão russa ao país

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cobrar os países desenvolvidos a cumprir as promessas ambientais e ampliar o financiamento para ações climáticas em nações em desenvolvimento. O petista fez um breve pronunciamento à imprensa após reuniões no âmbito da Cúpula da Amazônia, que termina hoje em Belém (PA).

"Nós vamos para a COP28 com o objetivo de dizer ao mundo rico que, se quiserem preservar o que existe de floresta, é preciso colocar dinheiro, não apenas para cuidar da copa das florestas, mas também do povo que vive lá em baixo", afirmou ele, que acrescentou que a "natureza precisa de dinheiro".

O presidente brasileiro também criticou a adoção de medidas de protecionismo "mal disfarçadas de preocupação ambiental". Segundo ele, a cúpula representa a resposta de que o planeta precisa e mostra a capacidade dos países da região de atuarem juntos. "Reivindicamos maior representatividade em discussões que nos dizem respeito", ressaltou.

Embora a Declaração de Belém, firmada ontem, tenha sido alvo de críticas de ambientalistas pela falta de um compromisso claro de desmatamento zero, Lula garantiu que a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) trabalha em conjunto para evitar a degradação do bioma. Para Lula, negar a crise climática hoje é "apenas insensatez".

"Trabalharemos juntos no combate ao desmatamento e aos ilícitos, na criação de mecanismos financeiros em apoio às ações nacionais e regionais de desenvolvimento sustentável, na criação de um painel técnico científico e na criação de novas instâncias de coordenação", disse.

Neste segundo e último dia do evento, os países amazônicos receberam autoridades de outras regiões do globo que têm extensa cobertura florestal, entre eles República Democrática do Congo, República do Congo e Indonésia. O grupo assinou um comunicado conjunto em que consolida a cooperação internacional das nações com grande nível de biodiversidade.

 


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