Militares disparam gás contra manifestantes na embaixada dos EUA em Bagdá

Militares disparam gás contra manifestantes na embaixada dos EUA em Bagdá

Militares enviados pelos Estados Unidos para o Iraque reforçaram a segurança do local

AE

Forças dos EUA jogam gás nos manifestantes

publicidade

Militares enviados pelos Estados Unidos para o Iraque reforçaram a segurança da embaixada americana em Bagdá, nesta quarta-feira, um dia após invasão liderada por milicianos pró-Irã que atuam no território iraquiano. Bombas de gás foram lançadas contra os manifestantes ao redor da embaixada, na tentativa de conter novas invasões. Uma parte do telhado de uma área de recepção dentro do complexo foi incendiada.

Na terça-feira, forças de segurança iraquianas conseguiram evitar que os manifestantes entrassem no complexo principal da embaixada, onde são guardados documentos. A polícia contou com a ajuda de alguns soldados americanos e de tropas contraterrorismo, treinados pelos EUA. O embaixador Matthew Tueller, e vários diplomatas foram retirados com segurança do prédio antes da invasão que destruiu a área de recepção.

Dezenas de milicianos aliados ao Irã e seus partidários acamparam nos portões da embaixada durante a noite de terça-feira e tiveram de ser contidos hoje, após nova tentativa de destruição da embaixada.

As Forças de Mobilização Popular, um grupo abrangente de milícias aliadas ao governo iraquiano, emitiram um comunicado pedindo aos seus apoiadores que se retirassem do complexo em resposta a um apelo do governo, dizendo que "sua mensagem foi recebida".

Um porta-voz da milícia do Kataeb Hezbollah - grupo apoiador do Irã e que não têm ligação direta com o movimento xiita libanês - disse à Associated Press que a manifestação vai continuar, "até que o embaixador dos EUA seja despejado, a embaixada seja fechada e todas as tropas americanas deixem o Iraque".

Os milicianos protestavam contra ataques aéreos dos EUA que atingiram um núcleo do Hezbollah no domingo, matando 25 combatentes. Esses ataques foram uma resposta a um ataque de foguete contra uma base militar iraquiana que matou um empreiteiro americano na semana passada.

A escalada de violência na região cresce com protestos em massa sem precedentes nos últimos meses, provocados pelas pesadas sanções dos EUA ao Irã, impactando duramente a economia do país do Oriente Médio.


publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895