"Não há sinais incomuns" diz ministro da Unificação da Coreia do Sul sobre Kim Jong-un

"Não há sinais incomuns" diz ministro da Unificação da Coreia do Sul sobre Kim Jong-un

Kim Yeon-chul afirmou que líder do vizinho do Norte provavelmente está tentando evitar o novo coronavírus

Por
Correio do Povo

Está não é a primeira vez que Kim some; em 2014, desapareceu por 40 dias


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O ministro da Unificação da Coreia do Sul, Kim Yeon-chul, classificou nesta terça-feira que relatos sobre o estado de saúde do líder norte-coreano Kim Jong-un como "notícias falsas", insistindo que pode dizer com confiança que não houve sinais incomuns no estado comunista. As especulações sobre a saúde do ditador aumentaram depois que ele pulou uma visita anual ao mausoléu de seu avô Kim Il-sung no aniversário de nascimento do falecido fundador nacional em 15 de abril, o feriado mais importante do país.

Desde então, relatos apontaram que Kim poderia estar gravemente doente, mas as autoridades de Seul os contestaram, dizendo repetidamente que não há sinais incomuns na Coreia do Norte e que acredita-se que Kim esteja na cidade costeira de Wonsan, no leste do país.

A CNN informou na semana passada que os Estados Unidos estão investigando informações de que o líder político está em "grave perigo". Isso aconteceu depois de um relatório do Daily NK, uma agência de notícias da Coréea do Sul especializada em questões da vizinha do Norte, de que Kim estava recebendo tratamento médico fora de Pyongyang após um procedimento cardiovascular.

O ministro chamou essas reportagens de "notícias falsas", com base em informações não confirmadas. "Eu sei que o relatório da CNN é baseado no relatório Daily NK, que disse que (Kim) recebeu uma cirurgia no Hyangsan Medical Center", disse ele. "Isso não pode fazer sentido logicamente. ... O Hyangsan Medical Center é como uma clínica, uma instalação incapaz de realizar cirurgias ou procedimentos médicos".

Ele acrescentou que a aparente retirada de Kim de uma visita ao Palácio do Sol de Kumsusan na semana passada pode ser entendida em consonância com a decisão de Pyongyang de reduzir os eventos comemorativos em meio a sua luta nacional para afastar a pandemia de coronavírus. A Coreia do Norte cancelou alguns grandes eventos e impôs medidas de bloqueio de fronteira e quarentena, em um esforço para evitar um surto de coronavírus.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que tem uma boa ideia de como Kim está e espera que ele esteja bem, mas não deu detalhes. O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse que estava ciente dos relatórios sobre a saúde de Kim e estava prestando muita atenção aos desenvolvimentos.