OMS pede mais financiamento para vacinar 40% da população mundial até fim do ano

OMS pede mais financiamento para vacinar 40% da população mundial até fim do ano

Tedros Adhanom, diretor-geral da entidade, disse que o cenário global segue preocupante ainda que diversos países estejam relaxando medidas de proteção "como se a pandemia tivesse acabado"

AE

Marca de 4 milhões de casos globais de Covid-19 é "provavelmente" menor do que o número real

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O Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que a reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do Grupo dos 20 (G20), com início na sexta-feira, é uma nova oportunidade para que os líderes das principais economias globais elevem o financiamento  "para aumentar a produção e distribuição equitativas de ferramentas de saúde". Assim, seria atingida a meta da entidade multilateral de vacinar contra a Covid-19 ao menos 40% da população global até o fim de 2021.

Segundo Tedros, ainda que diversos países estejam relaxando medidas de proteção "como se a pandemia tivesse acabado", o cenário global segue preocupante, com alta de casos em todas as regiões observadas pela OMS na semana passada, segundo informou o diretor executivo da entidade, Michael Ryan, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

O avanço nas taxas de infecções é provocado não só pela falta de vacinas, como também pela disseminação de variantes do coronavírus, disse Tedros, que alertou para a escassez de tanques de oxigênio e tratamentos a pacientes com a doença em partes da África, Ásia e América Latina. De acordo com ele, a recentemente atingida marca de 4 milhões de casos globais de Covid-19 é "provavelmente" menor do que o número real de infecções.

Ainda destacando o avanço das novas cepas, Tedros disse que as variantes estão "ganhando a corrida contra a vacina" por conta da distribuição desigual dos produtos. Segundo Ryan, muitos países já estão relaxando as medidas de segurança sanitária antes mesmo de atingirem a taxa de vacinação necessária para isso. "Peço aos governos para serem muito cuidadosos neste momento, para abrirem suas economias com muito cuidado", recomendou o diretor executivo.

 



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