OMS volta a estimular países a evitarem dose de reforço de vacinas para Covid-19

OMS volta a estimular países a evitarem dose de reforço de vacinas para Covid-19

Entidade defende que, primeiro, vacinação deve chegar a 10% da população mundial

AE

Diversos países ainda não têm acesso aos imunizantes

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, voltou a exortar a comunidade internacional a evitar a aplicação de doses de reforço de coronavírus antes de completar a imunização de grupos de risco em todo o mundo.

A entidade defende que as doses de reforços sejam suspensas até pelo menos outubro, para alcançar o objetivo de vacinar ao menos 10% da população de todos os países. Apesar disso, a maior parte dos governos com acesso suficiente ao profilático tem seguido em frente com os planos, inclusive no Brasil.

Nesta quarta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 a partir do dia 15 de setembro em idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos. 

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Em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, Tedros classificou de "problema moral" a aplicação dessas doses em um momento em que muitas populações não têm acesso a imunizantes. Segundo ele, esse cenário favorece o surgimento de variantes do vírus.

Tedros também repetiu um comentário da cientista-chefe da Organização, Soumya Swaminathan, de que os dados sobre a necessidade da dose de reforço são "inconclusivos". Para ela, a prioridade deve ser vacinar grupos de risco e, por isso, a OMS não está preparada para emitir recomendação nesse sentido.

Diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS, Katherine O'Brien comentou que, até o momento, todas as vacinas têm se mostrado eficazes contra as mutações do vírus.

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