Operadora de Fukushima diz que água liberada no mar está dentro dos limites de segurança

Operadora de Fukushima diz que água liberada no mar está dentro dos limites de segurança

Ministério do Meio Ambiente recolheu amostras da água e resultados serão apresentados no domingo

AFP

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As amostras obtidas após o despejo de água residual do reator nuclear japonês de Fukushima no mar apresentam níveis de radioatividade muito abaixo dos limites de segurança, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (25) pela operadora TEPCO. "Confirmamos que o valor analisado é igual à concentração calculada e que o valor analisado está abaixo 1.500 Bq/L" (bequerel por litro, uma medida de radioatividade), declarou o porta-voz da TEPCO, Keisuke Matsuo, um dia após o início da operação de despejo. A norma nacional de segurança é de 60 mil bq/l.

Os resultados foram "similares à nossa simulação anterior e (permaneceram) suficientemente abaixo do limite de segurança", acrescentou Matsuo. "Vamos continuar com as análises todos os dias durante o próximo mês, e inclusive depois", disse.

O ministério do Meio Ambiente do Japão informou que novas amostras foram obtidas nesta sexta-feira e que os resultados serão divulgados no domingo. O Japão iniciou na quinta-feira o despejo no mar de 1,34 milhão de tonelada de água residual (o equivalente a 540 piscinas olímpicas) da acidentada central de Fukushima.

A usina ainda é muito perigosa, 12 anos após um dos piores acidentes nucleares da história. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, aprovou o plano e supervisiona o processo de despejo, que considera "adequado às normas internacionais de segurança".

Mas o projeto gerou uma onda de preocupação nos países vizinhos e na comunidade pesqueira local. A China, por exemplo, decidiu suspender todas as importações de frutos do mar procedentes do Japão e classificou o plano de Tóquio de "extremamente egoísta e irresponsável". Na Coreia do Sul, o despejo provocou protestos entre a população, mas o governo apoiou o plano japonês.


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