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Premiê japonês pede investigação de casos suspeitos de abuso infantil

Ordem ocorre após detenção de pais de menina de 10 anos acusados pela morte da filha

Por
Agência Brasil

Comitê da ONU pediu a proibição de castigos físicos a crianças em casa

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*Com informações da NHK

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, determinou que sejam feitas, dentro de um mês, investigações de emergência de possíveis casos de abuso infantil para confirmar a segurança das crianças. Em reunião de ministros, Abe pediu que sejam verificados todos os casos suspeitos de abuso que estão sendo tratados atualmente nos centros de bem-estar infantil.

A ordem ocorre depois da detenção dos pais de uma menina de 10 anos, na província de Chiba, próxima a Tóquio, acusados de terem feito lesões que causaram a morte da filha. Abe disse que é lamentável que escolas, comitês de educação e centros de bem-estar infantil, que, supostamente deveriam proteger as crianças, tenham falhado ao ouvir os pedidos de socorro da menina. Ele acrescentou que deve ser dada prioridade à proteção das vidas das crianças e pediu esforços para eliminar o abuso infantil.

ONU

O Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança pediu ao governo japonês que proíba o castigo físico aplicado às crianças em casa. O comitê avalia a situação dos direitos humanos nos países, com base na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. Nessa quinta-feira, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, representantes do comitê divulgaram os resultados da revisão das condições de direitos humanos no Japão.

Segundo o relato, a lei japonesa não proíbe completamente o castigo físico às crianças em casa. Acrescentou que a punição corporal deve ser clara e completamente proibida, mesmo sendo leve. Um repórter perguntou sobre as opiniões do comitê a respeito do caso da menina de 10 anos que, recentemente, morreu em consequência de possíveis abusos cometidos por seus pais. Um dos integrantes do órgão disse que a menina deve ter pedido ajuda a muitos adultos, mas nenhum deles tentou protegê-la. O especialista afirmou que a tragédia nunca mais deverá se repetir.