Proibição de mulheres trabalharem na ONU é "assunto interno", diz porta voz do Talibã

Proibição de mulheres trabalharem na ONU é "assunto interno", diz porta voz do Talibã

Centenas de mulheres trabalham para Organização no Afeganistão, país controlado pelo regime

AFP

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A proibição de mulheres afegãs trabalharem com a ONU é um "assunto interno do Afeganistão e deve ser respeitada por todas as partes", declarou o porta-voz do governo talibã Zabihullah Mujahid. 

A ONU, que tem cerca de 400 funcionárias locais em sua organização no Afeganistão, desde então pediu a todos os seus funcionários afegãos e afegãs que não compareçam ao escritório. A entidade considera as mulheres essenciais para suas operações. Atualmente Na sociedade afegã - profundamente conservadora e patriarcal - uma mulher não pode falar com um homem que não seja um parente próximo. Em consequência, uma mulher que recebe assistência só pode falar uma outra mulher.

As autoridades do Talibã provocaram indignação da comunidade internacional no início de abril ao estender às Nações Unidas a proibição de organizações não governamentais de empregar mulheres afegãs. "O emirado islâmico não quer criar obstáculos para a ONU", disse o porta-voz.

Ainda segundo o Talibã  a decisão "não cria nenhum problema para ninguém e que esta decisão deve ser respeitada por todas as partes". A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) afirmou em um comunicado na terça-feira que esta proibição é "ilegal sob o direito internacional", lamentando que a ONU tenha sido condenada a uma "terrível escolha" de continuar ou não seu trabalho no país.

Segundo Mujahid, esta proibição não contém nenhuma "discriminação". "Pelo contrário, levando em consideração os interesses religiosos e culturais, estamos comprometidos em respeitar todos os direitos de nosso povo", afirmou.

 

 

 


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