Protestos contra violência policial na Colômbia terminam em cinco mortos

Protestos contra violência policial na Colômbia terminam em cinco mortos

Agressão gerou protestos ainda mais violentos na madrugada desta quarta-feira, em Bogotá

AFP

Manifestações se agravaram após episódio de violência

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Cinco pessoas morreram nos protestos e tumultos que eclodiram nessa quarta-feira em Bogotá, na Colômbia, após a morte de um homem por repetidos choques dados por dois policiais com uma arma elétrica, segundo um relatório oficial. As autoridades não detalharam as circunstâncias desses cinco óbitos, em meio ao dia de revolta popular e de mobilizações contra a polícia. Confrontos se espalharam pelas ruas da cidade.

Na madrugada de quinta-feira, porém, o ministro colombiano da Defesa, Carlos Holmes Trujillo, ofereceu uma recompensa pela "captura dos autores do assassinato de cinco pessoas" em Bogotá e no município vizinho de Soacha. Durante os protestos, 46 postos policiais, conhecidos como Centros de Atenção Imediata (CAI), e dezenas de ônibus públicos também foram destruídos, relatou a prefeita Claudia López. Em mensagem à imprensa, o ministro também anunciou que aumentará a presença das forças da ordem com centenas de soldados e mais de 300 homens da Polícia Militar.

A agressão, que gerou os violentos protestos, ocorreu na madrugada de quarta-feira, no Noroeste de Bogotá. Um vídeo registrou a prisão brutal de um homem por dois policiais. A sequência de cerca de dois minutos mostra o momento em que os militares dominam Javier Ordóñez, um advogado de 46 anos e pai de dois filhos. Uma vez no chão, os agentes aplicam-lhe pelo menos cinco choques de vários segundos com uma arma elétrica. "Chega, por favor", ouve-se Ordóñez suplicando, repetidas vezes. Depois de receber os choques, Ordóñez foi levado para um posto policial e, de lá, para uma clínica, onde não resistiu e faleceu.

"Expressamos a dor pela morte de Javier Ordóñez e nosso reiterado sentimento de solidariedade para com seus familiares. O governo nacional continuará prestando toda colaboração exigida pelas autoridades competentes para que os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível", afirmou o ministro da Defesa.

O caso evoca o episódio sofrido pelo afro-americano George Floyd. Ele foi morto em Minneapolis em maio passado, sufocado por um policial branco que o imobilizou com um joelho no pescoço. Depois de sua morte, fortes protestos explodiram nos Estados Unidos e continuam ecoando no país.


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