Putin celebra a Rússia "invencível" em modesta celebração de 1945

Putin celebra a Rússia "invencível" em modesta celebração de 1945

Devido à pandemia, dia de habitual desfile militar teve celebração modesta, sem presença do publico

AFP

Presidente russo depositou rosas no túmulo do soldado desconhecido

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O presidente Vladimir Putin celebrou neste sábado uma Rússia "invencível" por ocasião do aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista, uma celebração modesta, sem a presença de público, devido à pandemia do novo coronavírus.

O dia 9 de maio, com seu habitual e grandioso desfile militar, simboliza tradicionalmente a ofensiva do presidente russo para restaurar a imagem internacional de superpotência de seu país. Desta vez, depois de depositar rosas diante do túmulo do soldado desconhecido, perto do Kremlin, Putin elogiou em um breve discurso o dia "sagrado" e a memória dos veteranos, sem citar a pandemia na Rússia.

"Sabemos e acreditamos firmemente que somos invencíveis quando estamos unidos", disse o presidente no discurso exibido pela televisão, no 75º aniversário da derrota da Alemanha nazista, um dia muito celebrado pelos russo.

Dentro do Kremlin, Putin prometeu que todos os planos de desenvolvimento do exército serão realizados, apesar da crise econômica provocada pelo novo coronavírus.

A epidemia obrigou o país a abrir mão do grande desfile militar previsto para este sábado diante de vários líderes estrangeiros. Apenas a parte aérea do desfile foi mantida, com dezenas de caças sobrevoando Moscou. Putin prometeu que o país celebrará no futuro "de maneira apropriada" a vitória sobre o nazismo.

O presidente prestou homenagem aos quase 27 milhões de soviéticos que morreram na Segunda Guerra Mundial e os veteranos de guerra. Há vários anos, Putin destaca o papel da URSS na derrota nazista, provocando um debate de memória com os países ocidentais, que Moscou acusa de minimizar o papel soviético na vitória.

"Salvaram a pátria, a vida das gerações posteriores, libertaram a Europa e protegeram o mundo", disse Putin a respeito dos combatentes de seu país. "Nossos veteranos de guerra combateram pela vida e contra a morte, sua solidariedade e determinação sempre serão um modelo para nós".

Putin está confinado há semanas em sua residência na região de Moscou. A Rússia se aproxima de 200.000 casos confirmados de coronavírus e registra 1.827 mortes, de acordo com o balanço oficial. A pandemia obrigou o presidente a adiar por tempo indeterminado outro evento essencial: o referendo constitucional que abriria as portas para uma possível permanência no poder até 2036.

Ao mesmo tempo, um desfile militar foi organizado neste sábado em outra ex-república soviética, Belarus, cujo presidente Alexander Lukashenko chama de "psicose" a crise de saúde mundial. O desfile aconteceu diante de uma multidão e contou com a participação de 4.000 soldados e dezenas de veículos militares.


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