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Quatro ativistas de extrema direita são considerados culpados por ataque Capitólio dos EUA

Todos eles são acusados de terem participado diretamente do ato antidemocrático

Foto : Samuel Corum / Getty Images / AFP

Quatro membros do grupo de extrema direita Proud Boys, incluindo seu chefe, Enrique Tarrio, envolvidos no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, foram condenados por "sedição", informou a imprensa americana. Cinco membros foram julgados por um tribunal de Washington por terem invadido a sede do Congresso junto com outros apoiadores do ex-presidente republicano Donald Trump, quando os legisladores se preparavam para certificar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais.

O júri discordou sobre a acusação de "sedição" para o quinto réu. Todos os cinco foram considerados culpados de obstruir o trabalho do Congresso. Desde o ataque de 6 de janeiro de 2021, mais de 950 apoiadores de Donald Trump foram presos e acusados de semear o caos no Congresso.

Em outros julgamentos, concluídos em novembro e janeiro, seis integrantes de outra milícia de extrema direita, os "Oath Keepers", foram condenados por sedição, com pena de até 20 anos de prisão. Essa acusação envolve planejar o uso da força para se opor ao governo. É difícil de provar e raramente é usada.

O julgamento dos cinco membros dos Proud Boys começou em dezembro em um tribunal da capital federal. Enrique Tarrio, ex-presidente nacional dos Proud Boys, preso em Miami em março de 2022, não estava em Washington em 6 de janeiro, mas era suspeito de liderar o ataque.

Os outros quatro foram acusados de terem participado diretamente do ataque ao Capitólio. Em um vídeo, um deles, Dominic Pezzola, pode ser visto com um escudo antidistúrbios (roubado da polícia) e quebrando uma janela do Capitólio.