Rebeldes huthis do Iêmen acusam coalizão de grande escalada em cidade portuária

Rebeldes huthis do Iêmen acusam coalizão de grande escalada em cidade portuária

A coalizão liderada pela Arábia Saudita, presente no Iêmen desde 2015, anunciou início de uma operação militar contra os rebeldes

AFP

Os huthis, que capturaram a capital iemenita Sanaa em 2014, estão lutando contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita

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Os rebeldes huthis do Iêmen acusaram nesta sexta-feira a coalizão liderada pela Arábia Saudita por uma "grave escalada em Hodeida", cidade portuária do oeste do Iêmen, com objetivo de dinamitar o acordo" alcançado em dezembro em Estocolmo sobre uma trégua e uma retirada militar na localidade.

"Os ataques intensos contra Hodeida constituem uma grave escalada que pretende dinamitar o acordo da Suécia", declarou Mohamed Abdesalem, um dos líderes huthis, citado pelo canal de televisão Al-Masirah, um dia depois da ofensiva anunciada pela coalizão. "A coalizão será considerada responsável pelas consequências desta escalada e a postura da ONU a respeito será observada com interesse", completou.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita, presente no Iêmen desde 2015, anunciou na quinta-feira o início de uma operação militar contra os rebeldes huthis apoiados pelo Irã, o primeiro ataque desde a agressão contra as instalações petroleiras sauditas na semana passada. Fontes da coalizão afirmaram que destruíram quatro locais usados pelos rebeldes para fabricar embarcações teleguiadas e minas marinhas.

Os huthis reivindicaram os ataques de 14 de setembro contra instalações petroleiras do leste da Arábia Saudita. O governo saudita e os Estados Unidos, no entanto, acusam o Irã de estar por trás, algo que Teerã nega.


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