Secretário dos EUA chama ataque com drones como "ato de guerra" do Irã
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Secretário dos EUA chama ataque com drones como "ato de guerra" do Irã

Governo saudita declarou que ofensiva contra suas instalações de petróleo foram patrocinadas por Teerã

Por
AFP

Secretário de Estado americano Mike Pompeo visitou a Arábia Saudita

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O secretário de Estado americano Mike Pompeo, em visita à Arábia Saudita nesta quarta-feira, descreveu o ataque às principais infraestruturas petrolíferas do reino como "um ato de guerra", que mais uma vez atribuiu ao Irã. "Foi um ataque iraniano", disse o chefe de diplomacia americano à imprensa, assegurando que o ato tinha as "impressões digitais do aiatolá" Ali Khamenei, o líder supremo iraniano. 

Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, havia anunciado um endurecimento substancial de suas sanções contra o Irã. "Acabei de ordenar ao secretário do Tesouro que reforce substancialmente as sanções contra o Estado iraniano!", escreveu o presidente dos Estados Unidos no Twitter.

Desde maio de 2018, após a retirada unilateral de um acordo internacional de 2015 com o objetivo de restringir a indústria nuclear iraniana para fins civis, Trump tenta conter o poder de Teerã na região por meio de uma campanha de "pressão máxima" de sanções econômicas. 

Em uma mensagem enviada a Washington, o Irã negou quarta-feira que tenha tido qualquer envolvimento nos ataques que reduziram pela metade a produção de petróleo saudita e inicialmente elevaram os preços desta commodity. Porém, o governo saudita declarou nesta quarta que os ataques contra suas instalações de petróleo procederam do "norte" e foram "inquestionavelmente" responsabilidade do Irã, embora as investigações sobre a localização exata sobre o ponto de partida ainda estejam em curso. 

"O ataque foi lançado do norte e, inquestionavelmente, foi responsabilidade do Irã", garantiu o porta-voz do Ministério saudita da Defesa, Turki al-Maliki, que mostrou restos de drones e mísseis supostamente recolhidos pelos serviços de investigação. "Estamos investigando para conhecer a localização exata dos pontos de decolagem", completou.