Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, é indiciado nos EUA

Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, é indiciado nos EUA

Acusado pode ser condenado por não colaborar com as investigações do Congresso sobre a invasão ao Capitólio

R7

Steve Bannon também atuou como estrategista durante a campanha de Donald Trump

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Steve Bannon, estrategista de campanha e ex-assessor do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, foi indiciado nesta sexta-feira por se negar a depor diante do comitê do Congresso norte-americano que investiga o ataque de 6 de janeiro contra o Capitólio, anunciou o Departamento de Justiça do país. 

Bannon, que segundo os investigadores pode ter informações sobre as ligações entre a Casa Branca e os simpatizantes de Trump que invadiram a sede do Congresso durante a sessão que formalizava a vitória de Joe Biden na eleição de 2020, foi indiciado por duas acusações de desacato: uma por se negar a comparecer diante dos parlamentares e outra por não fornecer documentos solicitados pela comissão. 

Caso condenado, Bannon pode enfrentar uma pena de 30 dias a um ano de prisão para cada crime que foi denunciado, além de uma multa de 100 mil dólares (aproximadamente R$ 545 mil) por não ter se apresentado ao Congresso, segundo informações das agências Reuters e DW. 

Outra testemunha intimidada pelos parlamentares norte-americanos foi o ex-chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, que também se recusou a comparecer ao Congresso nesta sexta-feira. 

O presidente do comitê que investiga a invasão ao Capitólio, Bennie Thompson, disse que Meadows pode responder contra acusações similares às de Bannon caso continue se negando a depor aos parlamentares. Ainda de acordo com a DW, o comitê intimou mais de 30 pessoas para testemunhar sobre a invasão do Capitólio, incluindo aliados de Trump e ex-funcionários da Casa Branca.

 


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