Suécia deverá ser o próximo país a pedir entrada na aliança militar

Suécia deverá ser o próximo país a pedir entrada na aliança militar

Ministra sueca das Relações Exteriores disse que a adesão do país teria um efeito de prevenção de conflitos no norte da Europa

R7

Primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, que decidirá sobre a Otan

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A Suécia, que também permaneceu à margem de alianças militares por décadas, também poderá anunciar sua candidatura de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após uma reunião do Partido Social-Democrata, da primeira-ministra Magdalena Andersson, prevista para este domingo.

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, disse que a adesão do país à Otan teria um efeito estabilizador e beneficiaria os países ao redor do mar Báltico.

A invasão da Ucrânia pela Rússia forçou a Suécia e a vizinha Finlândia a escolherem publicamente um lado depois de permanecerem fora da aliança liderada pelos EUA na Guerra Fria desde que foi fundada, em 1949.

Tanto a Suécia como a Finlândia estão preocupados com a reação russa ao pedido de adesão e vêm tentando obter garantias de segurança para os meses prévios à entrada formal na Aliança. Uma prova disso são os acordos assinados na última quarta-feira com o Reino Unido para assistência mútua.

Para entrar efetivamente na Aliança, os parlamentos dos 30 países-membros devem ratificar a adesão dos novos integrantes, um processo que pode levar meses.

Enquanto isso, os dois países, ambos membros da União Europeia, também podem se sentir respaldados pelo artigo 42.7, que prevê a assistência mútua nos tratados europeus, destacou o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto.

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