Tecnologia tradicional torna vacina de Oxford econômica e mais fácil de ser armazenada

Tecnologia tradicional torna vacina de Oxford econômica e mais fácil de ser armazenada

Imunizante foi desenvolvido com auxílio da empresa AstraZeneca e apresenta até 90% de eficácia em alguns casos

AFP

Tecnologia tradicional torna vacina de Oxford econômica e mais fácil de ser armazenada

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As esperanças de uma vacinação em massa contra a Covid-19 foram renovadas nesta segunda-feira, a partir do anúncio de que a vacina da empresa britânica AstraZeneca e da Universidade de Oxford tem uma eficácia de 70%, podendo chegar a 90% em alguns casos. Ainda que apresente resultados menos conclusivos de que os concorrentes, o imunizante tem a vantagem de utilizar tecnologia mais tradicional, o que o torna mais econômico e fácil de armazenar, excluindo a necessidade de mantê-lo em temperaturas muito baixas. 

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O laboratório britânico afirma que apresentará seus resultados rapidamente às autoridades para obter o primeiro sinal verde. Graças a uma "cadeia de abastecimento simples", a vacina "estará acessível e disponível em todo o mundo", disse Pascal Soriot, CEO da AstraZeneca. A AstraZeneca avança rapidamente para fabricar até 3 bilhões de doses, que estarão disponíveis em 2021.

A vacinação, que prioriza profissionais de saúde e pessoas vulneráveis, deve começar em meados de dezembro nos Estados Unidos e no início de 2021 na Europa, aumentando continuamente à medida que a produção cresce e as vacinas de outros laboratórios são preparadas e validadas. Das 48 vacinas candidatas em desenvolvimento em todo o mundo, 11 entraram na fase 3 de testes, a última fase antes da aprovação regulamentar, de acordo com a OMS.

Confinamento e mais casos 

Enquanto isso, as medidas restritivas são as únicas armas contra a pandemia, que continua avançando no mundo, principalmente nos Estados Unidos. A maior cidade do Canadá, Toronto, foi colocada em confinamento nesta segunda-feira por pelo menos 28 dias. "A situação é extremamente séria", disse o primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford. "Não podemos arriscar que nossos hospitais fiquem sobrecarregados", acrescentou.

A província mais populosa do Canadá acaba de ultrapassar a marca de 100 mil contágios. A epidemia já matou mais de 11 mil pessoas no Canadá e o primeiro-ministro Justin Trudeau pediu à população na sexta-feira para "não encontrar amigos, não comemorar aniversários, permanecer no virtual, ficar em casa o máximo possível".

Nos Estados Unidos, as autoridades querem começar a vacinação em meados de dezembro, na esperança de alcançar a chamada imunidade comunitária no próximo ano. A campanha será lançada quando as primeiras vacinas forem aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA), disse Moncef Slaoui, um alto funcionário encarregado da operação de vacinação do governo, no domingo. "Nosso plano é poder transportar vacinas para os locais de imunização 24 horas após a aprovação, então espero que seja o segundo dia após a aprovação, de 11 a 12 de dezembro", disse Slaoui.

O governo dos Estados Unidos já planeja vacinar 20 milhões de pessoas em risco em dezembro e depois de 25 a 30 milhões por mês. A epidemia continua a se espalhar rapidamente nos Estados Unidos, com quase 160.000 novas infecções registradas no domingo nas últimas 24 horas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. O vírus já infectou mais de 12 milhões de pessoas e causou cerca de 257.000 mortes no país, de longe o mais afetado do mundo, à frente do Brasil (mais de 169 mil mortes).

A pandemia já matou pelo menos 1.388.590 em todo o mundo desde que o escritório da OMS na China relatou a doença no final de dezembro, de acordo com uma contagem da AFP nesta segunda-feira com base em fontes oficiais. Desde o início da epidemia, mais de 58.647.610 pessoas contraíram a doença. Dessas, pelo menos 37.298.300 se recuperaram, de acordo com as autoridades. 


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