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Tragédia afetou 2 milhões de pessoas, diz Bachelet

Presidente do Chile descartou socorro internacional imediato

Pessoas se refugiaram nas regiões mais altas no Havaí
Pessoas se refugiaram nas regiões mais altas no Havaí Foto : Kent Nishimura / Getty Images / AFP
A presidente chilena Michele Bachelet afirmou que cerca de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o país por volta das 3h da madrugada deste sábado. O número é equivalente a, aproximadamente, 80% da população concentrada na região central do Chile. Até o começo da madrugada de domingo, já passava de 300 o número de mortos em decorrência da tragédia, segundo Agência Nacional de Emergência.

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Conforme Bachelet, ainda não é possível quantificar exatamente os prejuízos causados pelo abalo sísmico. A chefe de Estado também informou, na noite de sábado, que a expectativa é que os efeitos do terremoto sejam levantados em um período entre 48 e 72 horas. "As forças da natureza bateram duramente em nossa pátria e mais uma vez põem a toda prova nossa capacidade para enfrentar as adversidades e nos colocarmos de pé", declarou a governante em mensagem transmitida ao vivo por todos os canais de televisão e de rádio do país.

Segundo Bachelet, o Chile tem neste momento os recursos necessários para enfrentar as consequências do terremoto e não precisa de socorro internacional imediato. As imagens das televisões chilenas mostram janelas quebradas, telhados e calçadas destruídas em Santiago. O metrô também está fechado e centenas de ônibus ficaram presos no terminal por causa da destruição de uma ponte, informou o ministério das Telecomunicações e Transporte. O ministério pede que os chilenos usem o telefone somente quando for absolutamente necessário.

A capital Santiago teve sua comunicação comprometida por causa do sismo. As pessoas usaram redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut para transmitir notícias. Diversos pontos da cidade estavam sem luz, como informou uma gaúcha que está em Santiago. Outra teve que passar o dia contabilizando as perdas. O aeroporto ficará fechado até às 9h de segunda-feira e voos de Tam e Gol, partindo do Brasil, foram cancelados.

Duas mortes na Argentina

Mais de 60 tremores secundários - acima de 5 graus na escala Richter - aconteceram depois do que provocou a tragédia. Na Argentina, duas pessoas perderam a vida devido ao fenômeno. As mortes aconteceram nas províncias de Salta e Jujuy, locais dos sismos. Uma parede caiu em cima de uma criança de oito anos e um homem de 59 anos faleceu com o desmoronamento da casa onde vivia.

Alerta de tsunamis no Pacífico

Além dos estragos no Chile e na Argentina, o terremoto provocou alerta de tsunamis no Oceano Pacífico, desde o país da América do Sul à Austrália, a milhares de quilômetros do epicentro do abalo sísmico. Na rota de destruição,nas ilhas Robinson Crusoé, a 700 quilômetros da costa chilena, pelo menos cinco pessoas morreram, em função das ondas gigantes que assolaram o lugar.

O Havaí emitiu alerta às 6h pelo horário local e só cancelou o aviso durante a tarde. O governo mandou evacuar as regiões costeiras, o aeroporto foi fechado e o Pentágono ordenou que seus navios fossem para alto mar, onde os efeitos são menores. No entanto, a prevenção não passou de susto. Além de um aumento anormal da maré, as ondas não causaram estragos.

Na Nova Zelândia, as ondas não chegaram a crescer como o previsto, mas a Defesa Civil passou o dia em alerta. Na mesma situação, estão as autoridades japonesas, que procuram se prevenir em caso de tsunami. As ondas deslocam-se a uma velocidade superior a 900 km/h no oceano. Em 1960, outro terremoto no Chile causou a morte de 160 pessoas no Japão, por isso a preocupação dos orientais.