Unicef sugere conversa aberta com crianças sobre novo coronavírus
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Unicef sugere conversa aberta com crianças sobre novo coronavírus

Segundo organização, adultos podem falar sobre Covid-19 de forma lúdica com pequenos

Por
Agência Brasil

Unicef faz série de instruções para adultos falarem sobre novo coronavírus com as crianças


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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou nessa terça-feira orientações sobre como falar sobre a pandemia do novo coronavírus com as crianças. Para o organismo internacional, uma conversa aberta pode ajudar os pequenos a entender e lidar com a situação. Fazer perguntas e ouvir atentamente as crianças é um passo importante.

A sugestão é começar convidando a criança a falar sobre o assunto, descobrir o quanto ela já sabe e seguir a partir daí. Desenhos, histórias e outras atividades podem ajudar a começar uma conversa. Se ela é muito nova e ainda não ouviu falar sobre o surto, talvez não seja necessário levantar a questão, mas apenas aproveitar a oportunidade para reforçar as boas práticas de higiene sem introduzir novos medos.

O Unicef ressalta que é muito importante não minimizar ou se esquivar das preocupações da criança. "Assegure-se de reconhecer os sentimentos dela e lhe garantir que é natural sentir medo dessas coisas. Demonstre que está ouvindo, prestando toda a atenção ao que ela fala e tenha certeza de que ela entende que pode conversar com você e seus professores sempre que quiser", orienta a publicação.

Ser honesto ao dar explicações e de falar de forma que a criança entenda também é outro ponto fundamental para essa comunicação. "Use uma linguagem apropriada para a idade, observe suas reações e seja sensível ao seu nível de ansiedade". Se não souber responder às perguntas delas, não inventar. Usar a situação para procurar juntos as respostas em sites oficiais e confiáveis.

Mostrar à criança como proteger ela mesma e seus amigos também é outro ponto abordado na publicação. "Uma das melhores maneiras de manter as crianças protegidas contra o coronavírus e outras doenças é simplesmente incentivar a lavagem regular das mãos. Não precisa ser uma conversa assustadora".

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O Unicef ainda orienta a mostrar às crianças como cobrir o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ao tossir ou espirrar e a explicar que é melhor não ficar muito perto das pessoas que apresentem esses sintomas. Falar sobre os sintomas também é importante, para que a criança possa perceber se algo estiver errado.

Caso o pequeno fique doente, vale explicar que ficar em casa (ou no hospital, se for o caso), é mais seguro tanto para ela quanto para os amigos."Tranquilize-o dizendo que você sabe que é difícil (talvez assustador ou até um tédio) algumas vezes, mas que seguir as regras ajudará a manter todos em segurança". 

Discriminação

Outro ponto reforçado pelo organismo internacional é que o surto do novo coronavírus trouxe muitos relatos de discriminação racial em todo o mundo, por isso é importante verificar se suas crianças não estão enfrentando nem contribuindo para o bullying. "Explique que o coronavírus não tem nada a ver com a aparência de alguém, sua origem ou o idioma que falam. Se elas sofreram bullying na escola, devem se sentir à vontade para contar a um adulto em quem confiam".

Compartilhar histórias de profissionais da saúde, cientistas e jovens, entre outros, que estão trabalhando para interromper o surto e manter a comunidade segura também é recomendado, para mostrar a corrente que trabalha no combate ao surto de doenças. 

Como prevenir o contágio do novo coronavírus 

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, há pelo menos cinco medidas que ajudam na prevenção do contágio do novo coronavírus:

• lavar as mãos com água e sabão ou então usar álcool gel.

• cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.

• evitar aglomerações se estiver doente.


• manter os ambientes bem ventilados.