Advogados defendem que decisões do caso de Torres sejam tomadas a partir das provas

Advogados defendem que decisões do caso de Torres sejam tomadas a partir das provas

Defensores dos PMs asseguram colaboração com os inquéritos da Polícia Civil e da Brigada Militar

Correio do Povo

Incidente ocorreu na madrugada da última segunda-feira

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Uma nota oficial foi divulgada na tarde desta quinta-feira pelos advogados Ricardo de Oliveira de Almeida e José Paulo Schneider, que representam o policial militar ferido por agressão durante a confusão na madrugada da última segunda-feira em Torres, no Litoral Norte. Os defensores manifestaram “o mais profundo respeito a dor dos familiares” do policial rodoviário federal aposentado que morreu baleado. “Não há nada que possa alterar a trágica realidade e sofrimento pela perda de um ente querido”, declararam.

“A defesa trabalha por uma célere e justa análise das investigações, confiando na autonomia e na imparcialidade das autoridades responsáveis, bem como na união das instituições (BM e PRF) que choram juntas por este trágico episódio. As decisões do presente caso, sejam quais forem, devem ser tomadas a partir das provas coligidas aos autos, sem qualquer interferência externa”, declaram os advogados.

“Alerta-se para a necessidade de tratarmos esse caso com extrema responsabilidade e respeito a todos os envolvidos, especialmente aos policiais militares, que estavam atuando no estrito cumprimento do dever legal. Pelas imagens divulgadas, constata-se uma resistência injustificada à abordagem padrão da Brigada Militar, sendo que os envolvidos, além de resistirem, investiram violentamente contra os policiais, chegando a tomar um carregador da pistola e a tentar sacar a própria arma de um dos PMs, que, por meio do uso legal e moderado da força, repeliram as injustas agressões”, observaram Ricardo de Oliveira de Almeida e José Paulo Schneider.

Por fim, os advogados do policial militar ferido colocaram-se à disposição das autoridades e que vão “contribuir plenamente, sem qualquer interferência ou tumulto com as investigações”.

Já o advogado Fábio Silveira, que defende dois policiais militares que chegaram depois no local do fato, esclareceu a participação dos seus clientes também em um comunicado. “A guarnição que se aproximou no apoio chegou após os fatos e se limitou a socorrer o ferido mais grave, já que o Samu estava demorando a chegar”, lembrou.

“A defesa técnica está se fazendo representar nas duas investigações, tanto a da Brigada Militar, que tem a atribuição original de Polícia Judiciária, conforme a Lei 9299/96, assim como o aberto pela Polícia Civil com a mesma finalidade”, informou.

“Serão acompanhados os desdobramentos investigatórios, com total colaboração por parte dos policiais, que estão à disposição da Justiça e da Polícia para esclarecer individualmente suas ações”, concluiu.

INQUÉRITOS

Cinco brigadianos são investigados, sendo dois envolvidos diretamente no episódio e três que chegaram depois como reforço. A conduta dos dois filhos e outros familiares da vítima também são apuradas.

No final da tarde da última quarta-feira, a Polícia Civil de Torres emitiu nota oficial sobre o trabalho de apuração das circunstâncias da morte do policial rodoviário federal aposentado. Testemunhas dos fatos estão sendo inquiridas e foram requisitados os assentos funcionais dos policiais militares envolvidos na ocorrência, a gravação do chamado que originou a abordagem policial, as informações do Samu sobre o atendimento da ocorrência, além das demais filmagens do local e proximidades, da chegada dos envolvidos no hospital, e o laudo do Departamento Médico Legal do Instituto-Geral de Perícias em caráter de urgência.

Já a Brigada Militar conduz um Inquérito Policial Militar (IPM). Os policiais militares do 2° Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (2°BPAT) foram afastados das atividades e recebem ainda apoio psicológico da corporação. O brigadiano que efetuou os tiros está sendo defendido pelos advogados Maurício Adami Custódio e Ivandro Bitencourt Feijó. Pela família da vítima atua o advogado Ivam Brocca.


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