Alberto Bins é liberada após suspeita de bomba
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Alberto Bins é liberada após suspeita de bomba

Artefato era um simulacro, conforme os policiais

Por
Jessica Hübler

Suspeita de bomba mobilizou policiais na noite desta segunda-feira

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Uma suspeita de artefato explosivo causou um bloqueio de trânsito na avenida Alberto Bins, no Centro de Porto Alegre na noite desta segunda-feira. O local onde o objeto foi encontrado, entre as ruas Coronel Vicente e Pinto Bandeira, ficou isolado entre 20h e quase 23h. A Brigada Militar foi acionada via 190 para as proximidades do Hotel Plaza São Rafael, onde um pedestre observou um artefato suspeito dentro de uma sacola amarela, com fios e um relógio. No local, a guarnição confirmou a veracidade dos fatos e iniciou os procedimentos de isolamento.

Mesmo que aquele trecho do Centro da Capital não tenha um fluxo acentuado de veículos no horário da ocorrência, o isolamento chamou atenção dos curiosos, fossem eles moradores ou então trabalhadores que estavam em fim de expediente. Em poucos minutos as faixas de isolamento ficaram tomadas por pedestres que queriam saber o que estava acontecendo na via. Teve até quem deixou a mesa do bar, com a cervejinha do happy hour ainda em mãos, para observar a movimentação atípica na região.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), uma ambulância e o Corpo de Bombeiros também foram acionados. O artefato encontrava-se na rua, próximo a calçada. Conforme o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Luciano Moritz Bueno, o isolamento do perímetro ocorreu por questões de segurança. A EPTC auxiliou nos desvios do trânsito e também nos bloqueios das calçadas, para que os pedestres curiosos não se aproximassem do item.

Com a chegada da ambulância e dos Bombeiros, os policiais militares do Bope iniciaram os procedimentos de identificação do objeto. Foram utilizados o robô, o equipamento de raio-X e também a roupa anti-bomba. De acordo com o comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Douglas da Rosa Soares, tratava-se de um simulacro de bomba. Sem potencial ofensivo.

"O procedimento com o qual a gente lida com essas ameaças de artefato explosivo está ligado às circunstâncias. No caso ali nós tínhamos nas proximidades um sindicato e não sabemos o que às vezes pode acontecer. De repente alguém contrário à ideia de um sindicato, ou de uma empresa, por exemplo. Por isso quando tem algum artefato suspeito que ninguém sabe a origem e no caso ali ainda apresentava fios e um relógio, a gente toma todo o cuidado como se fosse um artefato explosivo", explicou. Segundo Soares, por isso é preciso evitar a aproximação do homem sem nenhum tipo de proteção, utilizando os equipamentos específicos para ocorrências desta natureza.

"O material foi desmantelado através de técnicas que nós temos com a utilização do robô, que deixou o material de maneira segura e agora a perícia fará o trabalho dela, tentando coletar alguma digital, até alguma identificação que por ventura possa ter no material em questão, para que seja possível chegar na autoria e tomar as medidas legais contra uma pessoa que está gerando pânico em uma via pública", destacou. Conforme Soares, a Brigada Militar agradece a colaboração das pessoas que estavam no entorno e atenderam o ordenamento para se afastar e desviar o caminho.