Após chacina, Brigada Militar reforça policiamento entre Palmares do Sul e Mostardas
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Após chacina, Brigada Militar reforça policiamento entre Palmares do Sul e Mostardas

Polícia Civil anunciou o recebimento de agentes para a investigação do crime ocorrido em uma boate na RSC 101

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Correio do Povo

Policiais militares atuam também na localidade de Solidão, onde ocorreu o ataque com cinco mortos e quatro feridos graves

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A Brigada Militar reforçou o policiamento ostensivo entre Palmares do Sul e Mostardas após a chacina ocorrida na madrugada de sábado na região. Efetivos do 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (2ª BPAT) e do 8º BPM realizam abordagem de pessoas e veículos, além de barreiras, entre outras ações. “Vamos manter o policiamento até normalizar a situação”, resumiu na manhã deste domingo o responsável pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva do Litoral (CRPO Litoral), o coronel Luiz Ernesto Duarte. Não há prazo, por enquanto, para o encerramento da operação que visa trazer segurança à comunidade e impedir a repetição de um ataque criminoso. Ele lembrou que a chegada dos novos brigadianos nos próximos dias também vai aumentar a tropa.

O comandante do CRPO Litoral observou que a boate, onde cinco pessoas foram mortas e outras quatro ficaram gravemente feridas, fica a cerca de 60 quilômetros da área urbana de Mostardas, na localidade de Solidão, onde está o conhecido farol. “É um local isolado e ermo”, constatou. A casa noturna está situada no km 191 da RSC 101. “No dia 16 de julho prendemos um criminoso naquele local, armado e com drogas. Ele permaneceu dez dias presos e está solto desde o dia 29”, afirmou. O coronel Luiz Ernesto Duarte não descartou que o ataque foi cometido por uma facção criminosa contra outra estabelecida na região.

Já a Polícia Civil intensificou o trabalho investigativo. Na manhã deste domingo, o titular da DP de Mostardas, delegado João Henrique Gomes de Almeida, anunciou o recebimento de reforço de agentes do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, de Porto Alegre, para auxiliar na apuração do crime. “Já temos algumas linhas de investigação e não vamos descartar nenhuma delas. Vamos esgotar todas as possibilidades”, assegurou. Sobre a hipótese de envolvimento das facções criminosas, ele enfatizou que “não será descartada nenhuma possibilidade”. Os policiais civis devem apurar se entre as vítimas encontram-se os possíveis alvos dos atiradores.

Por medida de segurança, hospitais de Porto Alegre não confirmam e nem divulgando se os quatro feridos graves, vindas do Hospital São Luiz, de Mostarda, encontram-se internados nas instituições.