Após morte de jovem em parada de ônibus, Brigada Militar reforça policiamento no bairro Cristal

Após morte de jovem em parada de ônibus, Brigada Militar reforça policiamento no bairro Cristal

Três viaturas e policias a pé fazem o patrulhamento do local, que será realizado por tempo indeterminado

Sdiney de Jesus

Na parada onde a jovem foi morta, o clima entre as pessoas que aguardavam o transporte coletivo era de desconfiança e medo.

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A Brigada Militar reforçou o policiamento na noite desta sexta-feira, na região próxima à parada de ônibus, na Avenida Chuí, no bairro Cristal, em Porto Alegre, onde a jovem Cristiane da Costa dos Santos, de 20 anos, foi morta por três assaltantes durante roubo de celular nesta quinta-feira. 

Próximo ao ponto, localizado na lateral do Barra Shopping Sul, três viaturas da Brigada Militar faziam a vigilância e monitoravam o movimento de saída dos trabalhadores do Shopping, que costumam aguardar o ônibus na parada, no horário entre 20h e 22h30.

Além das três viaturas colocadas em locais fixos, um outro veiculo da Brigada Militar percorria as ruas adjacentes ao Shopping, realizando a ronda pela região. Policiais a pé também foram designados para fazer a segurança do local. "O reforço faz parte do patrulhamento e é por tempo indeterminado", afirmou um policial militar que fazia a segurança.

Na parada onde a jovem foi morta, o clima entre as pessoas que aguardavam o transporte coletivo era de desconfiança e medo. "Eu já tinha medo de ficar nesta parada. Depois da morte da menina, tenho muita mais.  Já tive que ficar várias vezes à noite esperando ônibus. É  uma sensação muito ruim. Toda pessoa que se aproxima eu já fico com medo", afirmou a vendedora Maristela Flores da Silva, 25 anos, enquanto aguarda o ônibus para ir para casa, no bairro Cohab.

"A demora de ônibus é frequente e dificilmente passa um carro da polícia à noite por aqui ", reclamou a  operadora de caixa, Francinie Bastos de Oliveira, de 23 anos. "Procuro ficar perto de pessoas que eu conheço e sempre fico atenta. Qualquer movimento eu grito e peço  socorro", revelou a cozinheira Marta Maria Teixeira, de 35 anos, que costuma pegar o ônibus no local para ir para o bairro Cavalhada, onde mora.

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