Capturado autor de tentativa de homicídio com crueldade no bairro Restinga, em Porto Alegre

Capturado autor de tentativa de homicídio com crueldade no bairro Restinga, em Porto Alegre

Acusado atropelou e depois acelerou roda do veículo sobre a cabeça e corpo da vítima caída

Correio do Povo

Prisão foi efetuada pelos agentes da 4ª DPHPP, sendo apreendido carro usado no crime

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Após cerca de 40 dias de investigação, os agentes da 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ª DPHPP) prenderam o autor de uma bárbara tentativa de assassinato ocorrida no final da noite de 16 de abril deste ano no bairro Restinga, em Porto Alegre. Na manhã desta sexta-feira na avenida Alberto Hoffmann, o criminoso foi capturado após uma campana dos policiais civis.

O suspeito estava no Ford Fiesta, de cor vermelha, sendo o mesmo usado no crime que deixou a vítima gravemente ferida. “Um fato bem pesado diante da crueldade do autor”, resumiu o delegado Rodrigo Pohlmann Garcia à reportagem do Correio do Povo. O indivíduo está com a prisão preventiva decretada.

A investigação apurou que o autor do crime e a vítima discutiram na Estrada João Antônio da Silveira, “culminando com uma perseguição do autor em desfavor da vítima, seguido de inúmeras agressões a socos e pontapés”.

Desacordada no meio da via pública, a vítima foi então atropelada pelo acusado com o Ford Fiesta. Ela ficou embaixo do veículo que “depois patina com as rodas sobre o corpo”. Segundo o titular da 2ª DPHPP, o criminoso desceu do carro e posicionou o pescoço e parte da cabeça da vítima debaixo da roda dianteira do lado direito.

“Ele volta ao volante e novamente acelera o veículo, causando ferimentos gravíssimos na vítima, após passa novamente sobre o corpo e vai embora”, relatou o delegado Rodrigo Pohlmann Garcia. “Foi possível apurar ainda que o autor, depois da realização desse ato cruel e desumano, vai até um bar nas imediações de onde ocorreu o fato, desce do seu veículo, vangloriando-se do feito, toma uma cerveja e posteriormente vai embora”, observou.

A investigação começou a partir da comunicação da família da vítima dez dias depois para a 4ª DPHPP. “Em que pese já terem passado alguns dias do fato e tendo a equipe de investigações poucas informações acerca do crime, os policiais conseguem ter êxito na elucidação do homicídio e suas circunstâncias”, avaliou o delegado Rodrigo Pohlmann Garcia. 


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